As novas parafernálias que vão transformar a jogatina dos gamers estão há um bom tempo atrás da cortina (com exceção do Vive, recém-anunciado) e até agora mostraram pouco daquilo que o consumidor final quer ver. A realidade virtual “é uma realidade”, por mais redundante que isso possa soar, e dispositivos como Morpheus, da Sony, Vive, da HTC e da Valve, e o calejado Oculus Rift estão aí para provar a tese.

Além da realidade virtual, outro elemento que esteve bem discreto nos últimos meses foi o Steam Controller (e as Steam Machines também), que deve trazer uma nova perspectiva aos consolistas que desejam migrar ao PC – ou ao menos ter a plataforma como opção.

Impressões sobre o Vive

Alguns veículos internacionais fizeram hands-on bacanudos dos dispositivos. As impressões do Polygon sobre o Vive, por exemplo, foram as melhores possíveis. De acordo com o site, as demos foram apresentadas em salas grandes, em que fotos não eram permitidas, com duas câmeras posicionadas no ambiente, uma em cada canto.

A “parte ruim” é que os óculos exigem um hardware “da Nasa”. É preciso ter uma máquina “muito competitiva”. Mas a notícia ruim para por aí: o resto é só alegria.

O headset é confortável e bem acabado. O display é nítido, com um campo de visão que parece ser ligeiramente maior que o do Oculus Rift em sua segunda versão do Dev Kit. A diferença não é brutal, mas considerável.

A precisão foi o aspecto mais ressaltado pela equipe que testou o Vive. Em uma das demos, o cara pôde pegar equipamentos com muita facilidade, agindo naturalmente, sem jamais se sentir limitado. Em uma área submersa, por exemplo, a cabine do navio era a única limitação: é possível se aproximar de tudo e sentir como se houvesse uma barreira à sua frente só quando um ou outro objeto aparece na tela.

Os controles de apoio ajudam a ter um senso de presença e realidade de uma forma que, segundo o veículo, “é difícil descrever num texto”; a sensação de tocar alguma coisa de verdade é “muito verossímil” e “assustadoramente verdadeira”.

Como as demos foram curtas e não era permitido tirar quaisquer fotos, as informações continuam escassas, mas as primeiras impressões dizem que o Vive “vale o investimento”.

Morpheus, o Hércules da Sony na realidade virtual

O pessoal do Eurogamer, por sua vez, sentiu um gostinho mais temperado do Morpheus, óculos de realidade virtual da Sony. A demo experimentada, London Heist, colocou o jogador no controle de um atirador em algo “visualmente rico” que rodou a 60 fps e 1080p.

“Suave, confortável e envolvente”

Em conjunto com o PlayStation Move, o Morpheus foi descrito como “suave”, “confortável” e “envolvente”, permitindo que o jogador observe todos os eixos de direção sem muitos esforços e com um visual belíssimo. Não há qualquer delay entre os movimentos realizados e os comandos executados na tela. Portanto, a responsividade é outro ponto a favor do dispositivo da Sony.

O PlayStation Move funciona muito bem com os óculos. O controle é detectado no mundo real, projetando suas mãos no ambiente virtual. Os gatilhos permitem que o jogador agarre no que quiser, principalmente gavetas que podem ser abertas e objetos que podem ser pegos. Cabe a cada um segurar, deixar cair ou atirar.

Aliás, a demo enfatiza a importância do PS Move como forma intuitiva de interagir com o mundo de jogo. Não há pistas na tela, e a exploração “deixa tudo empolgante”, pois o sentimento de caminhar e tocar nos objetos “é natural”. O tiroteio também funciona e responde bem aos comandos executados pelo jogador.

O hardware da Sony está previsto para chegar ao consumidor final em 2016 e ainda não há preço oficial confirmado – as estimativas giram em torno de US$ 200 a US$ 400.

Steam Controllers: versão final bacanuda

A Valve continua vaga com os detalhes das Steam Machines e dos Steam Controllers, mas a versão que é tida pela empresa como “final” foi mostrada na GDC. O controle passou por uma série de revisões desde o seu anúncio.

O joystick é “estranho” a quem está acostumado com consoles. Há dois touch pads, um de cada lado, gatilhos, bumpers e dois botões adicionais na traseira do acessório.

“Emulando” teclado e mouse

O Polygon diz que “tudo faz sentido” quando você bota o controle na mão, e ele faz coisas interessantes para emular um teclado e um mouse. Na demo apresentada, por exemplo, o touch pad direito emulou uma track ball completa e exigiu timing perfeito; deslocar o dedo através do pad era como “sentir” a bola rolando. Há um senso de movimento constante.

Outro ponto interessante é que o controle é absolutamente configurável e permite que o jogador mapeie certos comandos à sua maneira. Essa vantagem, diz o site, se mostra “ótima para diferentes gêneros”.

O Steam Controller deve sair em novembro deste ano por US$ 50.

Via BJ

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