“Os jogos vão ditar o rumo da cultura pop”, disse Kevin Burner, CEO da Telltale, em entrevista ao Digital Trends (via VG24/7). De acordo com o executivo, os jogadores ocupam papel central nesta nova realidade de mercado, uma vez que constituem como “consumidores de primeira classe”. “[Jogar mais do que assistir TV] está se tornando normal. Não é mais 'ficar no ostracismo’ quando se é um gamer”.

Plataformas de entretenimento tradicionais, tais como livros e cinema, não serão extintas, observa de forma cautelosa o CEO. Mas a popularização crescente de celulares e tablets inaugura também um novo fenômeno; agora, os usuários têm mais poder e liberdade de consumo. “As coisas boas vão acontecer em seu console ou em seu tablet”, prevê o figurão.

Apesar de otimista, Burner admite que a configuração atual do mercado não privilegia o setor de jogos. Ainda assim as pessoas estão mais interessadas em consumir histórias, eventos contínuos – e parece estar aí o trunfo dos games. O relacionamento que as novas mídias favorecem faz com que até mesmo quem não se denomina “gamer” passe ficar íntimo da narrativa do mundo dos jogos (principalmente das franquias, que, além de interativas, têm sequência).

Mídias que conversam entre si

“Esta é uma oportunidade fantástica para os jogadores, pois podemos realmente começar a moldar o futuro da cultura pop. [O setor dos] jogos é enorme, certo? Mas ainda não suficientemente grande para o mercado de massas, em que as histórias e narrativas populares funcionam”, reconheceu Burner. Segundo o executivo, praticamente todas as pessoas de um grupo de dez fariam comentários, por exemplo, sobre Game of Thrones enquanto apenas uma saberia algo acerca dos lançamentos de jogos.

Fato é que a indústria do entretenimento parece estar caminhando rumo à conversação entre suas plataformas. Não será tão surpreendente, assim, notar jogos que interagem de forma ativa e simultânea com filmes e, quiçá, até mesmo com livros. Qual é o seu palpite?

Via BJ

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