Se há uma discussão que ganhou força com a chegada da atual geração de consoles foi o tal de FPS (sigla em inglês para “quadros por segundo”) nos games. A arte de sobrepor imagens em sequência, enganando o nosso cérebro e nos passando a sensação de que há movimento, gera bastante polêmica por causa da escolha entre 30 e 60 frames a serem exibidos por segundo nos video games.

E sempre rola aquela velha pergunta: será que você é capaz de ver a diferença entre 30 e 60 FPS nos jogos? Ciente dessa antiga discussão, Cort Stratton, programador da Sony que trabalha no ICE Team (time dedicado a criar a base tecnológica dos gráficos do console da empresa), resolveu dar a sua opinião sobre o assunto no Twitter.

Efeitos gráficos > quadros por segundo

Respondendo uma série de perguntas na rede social, o programador deixou clara a sua opinião sobre a quantidade de quadros por segundo em um game. Segundo ele, não há discussão de o quanto esse detalhe é importante para um título, mas há muitos outros aspectos, como os efeitos gráficos, que também podem promover uma excelente experiência de jogo.

“Eu concordo que frequências acima de 30 Hz fazem o game parecer mais suave; não contesto isso. Mas há muito mais na qualidade visual do que uma animação suave que nem seda”, disse Stratton. Segundo ele, o melhor mesmo é apostar em detalhes como cenas mais complexas, física mais real, mais partículas, entre outros efeitos gráficos.

Mais fluidez no game? 60 FPS para a vitória

Cort Stratton também não nega que há aqueles que preferem uma animação mais suave e que se aproxime ao máximo da realidade. Para esses casos, segundo ele, não há o que fazer: tem que partir para os 60 FPS mesmo.

“Particularmente, eu prefiro ter tudo isso (e muitos mais!) [efeitos gráficos] do que uma animação mais fluida. Se a fluidez for sua prioridade, 60 FPS é a sua escolha. Sim, a latência e uma animação mais suave são os benefícios claros dos 60 Hz. Em alguns gêneros (FPS, jogos de luta etc.), essa é a chave”.

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É sempre interessante saber qual é a opinião dos desenvolvedores sobre esse assunto – principalmente se eles estiverem envolvidos diretamente com a qualidade gráfica dos consoles. Entender e aceitar a opinião de Cort Stratton é importante para eliminar de uma vez por todas essa velha discussão que, em vez de ser saudável, gera discórdia e conflito entre os fãs de video games.

No final das contas, a opinião do programador diverge da de muitas pessoas. Exibir 60 quadros por segundo não é o essencial, e esse detalhe não faz de um título um bom jogo. Outros aspectos (além dos efeitos gráficos mencionados por ele) podem contribuir para uma melhor experiência de jogo, e é isso que faz dele um “bom game”.

Via Baixaki Jogos

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