A proximidade de 2015 é um motivo de grande agitação no mundo científico, pelo menos para a parcela mais geek dos cientistas, que quer desenvolver os aparatos tecnológicos do filme De Volta Para o Futuro. Um dos produtos mais icônicos é o skate voador de Marty McFly, que, apesar de ter ganhado uma versão real, ainda é bastante distante do que vimos na ficção. Sendo assim, que tal curtir uma experiência com o hoverboard diretamente na realidade virtual? Essa foi a ideia de um desenvolvedor australiano que acabou usando a Wii Fit Balance Board para atingir seus objetivos.

Trabalhando na indústria de jogos desde 2005, Kieran Lord decidiu em algum ponto de sua vida que a realidade virtual era o futuro do entretenimento e resolveu criar um game com essa mentalidade a partir daí. Embora o dispositivo para Wii Fit pareça ser pensado sob medida para simular o skate futurista, o australiano revela que a ideia inicial com o aparelho era usá-lo em uma produção que tinha um tapeta mágico voador – sim, para que você se sentisse o Aladim.

Uma experiência mágica

No fim, a influência do filme estrelado por Michael J. Fox acabou falando mais alto. Então, Kieran se dedicou a fazer funcionar a dupla Oculus Rift com a Wii Fit Balance Board, passando por três versões distintas, com a última se tornando uma demo disponibilizada para os visitantes da PAX Austrália. Ele conta que a grande dificuldade no desenvolvimento foi criar a sensibilidade correta para que as pessoas não caíssem facilmente brincando com o game, sendo preciso “amaciar” e compensar a física do jogo a cada diferente versão.

O desenvolvedor elogiou bastante o periférico da Nintendo, que dá uma boa resposta para o corpo do jogador e passa a sensação de estar guiando algo como um Segway. Como as pessoas não sabiam exatamente o que esperar de um hoverboard “real”, a demo teve muito mais liberdade para brincar com o sentimento de planar por aí, com a experiência sendo descrita como algo entre surfar e andar de skate.

A ideia é ter o título produzido comercialmente, em edições para PC e consoles, embora Kieran admita que não se sabe ao certo como aparelhos do nível do Oculus Rift vão se popularizar pelo mercado. O jogo final deve contar com corridas, disputas multiplayer e todo o tipo de desafio que a equipe conseguir implementar e possivelmente terá uma campanha no Kickstarter para arrecadar fundos.

E se dinheiro – e tempo – não fosse um problema para o desenvolvimento do software, eles mudariam algo? “O objetivo seria definitivamente um mundo aberto que entregasse uma experiência de se estar no futuro. Deixaria os jogadores explorarem o mundo futurista que eles imaginavam quando crianças, e mais, junto de seus amigos”, explica Kieran, dando voz ao desejo de muito marmanjo.

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