Talvez alguns jogos não sejam realmente ruins. Talvez pérolas como E.T. The Extra-terrestrial e NASCAR The Game 2011 estejam apenas muito, muito à frente do seu tempo. Bem, mas enquanto o padrão de video games não representar mecânicas caóticas, histórias sem pé e nem cabeça e gases misteriosos para tapar um buraco técnico óbvio (Superman, Nintendo 64), então ainda será possível organizar listas como estas: uma bela coleção do que de mais mal-acabado, fedorento e desprezível a indústria de games já foi capaz de vomitar.

Afinal, se é certo que indústria tem seus pontos de genuína (ou mediana) inspiração, também é certo que, às vezes, ela se limita a arremessar qualquer coisa potencialmente lucrativa na prateleira daquela sua loja de games favorita. Os motivos para isso são vário, embora pareça existir uma espécie de ponto central aqui: apostar em uma marca conhecida — mesmo que seja para simplesmente jogar lama sobre a marca registrada de alguém.

Naturalmente, há também uma boa quantidade de games que não prestam porque, simplesmente, que os fez deveria ter apostado, antes, em uma barraquinha de limonada. Quer dizer, que outra conclusão alguém poderia tirar diante do infame Big Rigs: Over The Road Racing, da semidesconhecida Stellar Stone? São games tão malfeitos que realmente surpreende que não tenham seguido também para aquele famoso aterro no Novo México (o vergonhoso lar de E.T. The Extraterrestrial para Atari 2600).

Mas, seja lá pelo motivo que for, fato é que porcarias ocupam parte tanto do horizonte atual quanto do passado remoto da indústria de games — embora, como se viu acima, o esforço para “enterrar” as burradas às vezes se torne literal.

 

Enfim, sem mais enrolação, vamos ao terrível rol dos games que se tornaram parte das vergonhas da indústria de games — encontrando-se hoje, provavelmente, no mesmo lugar que devem estar maravilhas como o Virtual Boy e aquele tapete que “capturava” os seus movimentos no Mega Drive e no Super NES.

Vale ressaltar, entretanto: não se trata aqui de uma ordem do “pior” para o “melhor” (ou seria do “melhor” para o “pior”?). Afinal, elencar as pérolas abaixo seria o mesmo que organizar uma corrida para ver quem cruza primeiro os portões do inferno...

As 9 criações mais horrorosas da indústria de jogos

É melhor conferir antes alguém resolva enterrá-las!

  • E.T. The Extra-terrestrial (Atari 2600)

Não, esta não é uma lista elencada. Entretanto, simplesmente não parece correto iniciar qualquer sequência de “podreiras” sem relembrar deste verdadeiro “clássico” lançado para o Atari 2600. Absolutamente nada aqui funciona como deveria. Além de não lembrar em praticamente nada o filme homônimo, E.T. The Extra-terrestrial é completamente bugado e sem o menor sentido.

Mas o feito aqui é, de certa forma, grandioso: há quem diga que este game, lançado 1982, lançou a primeira pá de terra sobre o console de Nolan Bushnell — isso literalmente, caso você considere as lendas envolvendo cópias do jogo enterradas em algum lugar do Novo México (EUA).

  • Superman (Nintendo 64)

Superman 64 é ruim. Muito ruim — péssimo mesmo! O encontro do Homem de Aço com o Nintendo 64 colocou nas prateleiras em 1999 algo completamente descartável. A história não faz qualquer sentido — colocando o poderoso super-herói para atravessar argolas no ar (?!). Você simplesmente não pode descer ao chão, já que um “gás venenoso” ocupa todo o espaço — leia-se: uma desculpa esfarrapada para uma vergonhosa limitação técnica. Enfim, um verdadeiro desserviço ao personagem que construiu a infância de muita gente.

  • Naughty Bear (PS3, Xbox 360)

Naughty Bear é o que acontece quando uma desenvolvedora acha que doses cavalares de violência nonsense gratuita e humor negro são suficientes para empurrar um título goela abaixo. Trata-se de um velho conhecido por aqui, na verdade — o game ganhou o título de “Pior jogo de 2010” no BJ. Com gráficos horrorosos e ursinhos de pelúcia, a soft-house A2M regurgitou um dos piores “GTA wannabe” da história da indústria de jogos.

  • Big Rigs: Over the Road Racing (PC)

Caso você não tenha encarado Big Rigs: Over the Road Racing, eis uma comparação: pegue o pior game de corrida que você já encarou na vida e acrescente cenários toscos e um caminhão sem qualquer realismo nos controles. Nada aqui funciona. Nada aqui se parece ou funciona como um caminhão, como pontes... Enfim, só encarando para entender (mas isso é altamente desaconselhável!).

  • The Destiny of Zorro (Wii)

O redator que vos escreve teve o imenso desprazer de testar pessoalmente esta maravilha para o Nintendo Wii — confira a análise clicando aqui. “Como assim, você deu zero para a diversão?!”. Resposta: aparentemente, o sistema do BJ ainda não aceita notas negativas... Então, foi zero mesmo. Basta jogar para entender, em mais um episódio da série “Como enlamear o nome de um bom herói”.

Vale até relembrar a conclusão aqui:

“The Destiny of Zorro é simplesmente um dos piores jogos jamais produzidos para um console. Não seria demais considerá-lo como um possível candidato a E.T. (Atari 2600) da atual geração. Absolutamente nada funciona como deveria. Os gráficos são horríveis e superlotados de “glitches”, servindo apenas para criar cenários toscos recheados de inimigos com Q.I. de abóbora. Enfim, uma verdadeira afronta ao intelecto e um teste de paciência.”

  • Tony Hawk Ride (PS3, Xbox 360, Wii)

Ok, é verdade que hoje em dia virou moda utilizar periféricos estrambólicos para emular coisas que, antigamente, eram feitas diretamente — desde tocar guitarra até praticar yoga. O problema é que o periférico de Tony Hawk Ride é simplesmente terrível. Não funciona. E para completar: nada aqui é realmente divertido. O melhor mesmo é voltar no tempo e encarar o ótimo Tony Hawk 2.

  • NASCAR The Game 2011 (PS3, Xbox 360, Wii)

Na ocasião da análise de NASCAR The Game 2011, a equipe do BJ chegou a pensar que, talvez, como descanso de copo o título ainda poderia servir. Mas, não, mesmo para isso ele se provou ineficiente. Dessa forma, vã jogar NFS, vá jogar Gran Turismo, vá brincar de carrinho, mas não chegue perto de The Game 2011!

  • Golden Axe: Beast Rider (Xbox 360)

Beast Rider poderia ser apenas um jogo muito, muito ruim. O que torna a coisa toda mais detestável, entretanto, é o fato de que o game arrasa com uma franquia que trazia verdadeiros cultuadores desde a época do Mega Drive. Conforme colocou nosso estarrecido analista:

“Golden Axe: Beast Rider não é recomendado para fãs do gênero e muito menos para os verdadeiros fãs do título original. Na realidade, quem realmente gostar do velho clássico deve procurar a versão “remasterizada” do jogo, disponível na Xbox Live Arcade — este sim muito mais recompensador.”

Enfim, oito jogos, oito belos candidatos a pior game de todos os tempos (sem cometer uma injustiça com os que não apareceram nesta breve lista, é claro). E você, qual escolheria para fazer forrar ainda mais aquele famoso aterro? Opine na enquete abaixo.

Via BJ

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