Você já deve ter percebido que, ao diminuir a resolução gráfica de um jogo, as imagens ficam “pontilhadas”. Essa redução na qualidade pode não agradar àqueles mais exigentes com aspectos visuais, mas certamente ajuda (e muito) os donos de computadores menos potentes na hora de rodar um game que exija grande processamento de vídeo (magias cheias de efeitos especiais, explosões que lançam milhões de partículas etc.).

É aí que entra o dithering: trata-se de uma técnica que consiste em sobrepor duas imagens com cores diferentes para dar a impressão de que é apenas uma imagem, simulando, através da sobreposição mencionada, uma terceira cor.

Na prática

pebPegue-se como exemplo uma folha de jornal. Se você reparar atentamente, perceberá que a única tinta utilizada na impressão é a preta. Como, então, são obtidos os tons de cinza? Através do dithering, que na verdade não passa de uma ilusão ótica – proveniente da tendência que o cérebro humano tem de mesclar pontos de diferentes cores para suavizar sua diferença, fazendo uma espécie de média dos seus efeitos e “gerando” uma terceira tonalidade.

O dithering nos games

Em jogos mais antigos não havia muitos problemas de lag e travamento de tela, mas títulos recentes tendem a exigir cada vez mais: processadores de 2 GHz, muita memória RAM, placas de vídeo 3D de 256 MB (e isso sendo bonzinho)... E, nessa história, onde fica o direito – de desfrutar os lançamentos – para os donos de máquinas antigas? A solução quase sempre é reduzir as configurações gráficas para as menores possíveis. Mas se um jogo foi produzido com 32 bits de cores, como reduzir a qualidade visual com a menor perda possível de tonalidades? Com o dithering.

Imagine uma barra de vida que comece vermelha e vá esbranquiçando conforme você for atingido. Esse esbranquiçamento seria atingido através de um dégradé com tons de vermelho e branco. Perceba a diferença nestas duas imagens ilustrativas, uma utilizando 256 cores (sem dithering) e outra com apenas 4 cores (com dithering). Note como o efeito é similar, com maior definição na primeira e “melhor desempenho” na segunda (afinal, seu tamanho é cerca de três vezes menor – o que requer muito menos da placa de vídeo).

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Dessa forma fica fácil compreender o motivo de um jogo rodar mais velozmente quando configurado em 16 bits de cor do que quando configurado em 32 bits. E aí, pronto para rodar World of Warcraft no seu 486 DX4 100?

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