A casa caiu para revendedores oficiais que estavam sonegando impostos sobre a venda de video games. No momento em que esta notícia é publicada, a Secretaria da Fazenda realiza uma operação batizada de “Game Over”, na qual deflagra empresas distribuidoras e varejistas de games – dentre elas o renomado grupo B2W, que controla os sites Submarino, Americanas e Shoptime.

Mas a história está longe de parar aí. De acordo com a Secretaria, “indícios apontam que um grupo de 40 empresas está envolvido no esquema fraudulento e teria movimentado, desde 2015, cerca de R$ 800 milhões em vendas de video games”. O valor sonegado, prossegue a entidade, seria de aproximadamente R$ 250 milhões.

Sim, nada menos que QUARENTA empresas envolvidas no esquema

As investigações começaram há mais de um ano e apontam que diversas empresas de fachada foram abertas, as chamadas “laranjas”, que emitiam notas fiscais para disfarçar o recolhimento de ICMS devido em operações sujeitas ao regime de substituição tributária. O rótulo de legalidade dava a essas empresas liberdade para que recebessem mercadorias e as revendessem a grandes redes varejistas, nas quais se inclui a B2W.

Foram mobilizados cerca de cem agentes fiscais de seis delegacias tributárias e 70 policiais civis para a realização da operação Game Over. O comunicado da Secretaria pontua que “serão cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em empresas, escritórios de contabilidade e residências, além de 12 ordens de fiscalização nas cidades de São Paulo, Osasco, Barueri, São Caetano e Guarulhos”.

Game  Over para essa galera, hein! Ou seja: não basta pagarmos caro o suficiente pelos produtos que chegam às nossas casas. É preciso ter mais esse “complemento” para que os consumidores se sintam ainda mais enraivecidos – e é claro, com muita razão. O que você pensa sobre o assunto? Comente aqui embaixo e converse conosco.

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