Vamos ser honestos: os jogos da PS Plus de dezembro são boas adições e chamam bastante atenção, mas é provável que tenha ficado aquém das suas expectativas. No final, é sempre uma questão de opinião e isso é imensurável e indiscutível. Contudo, você já parou para analisar tudo isso por uma perspectiva técnica?

A Polygon costuma realizar todo ano uma análise minuciosa e completamente quantitativa sobre todos os jogos do ano da PlayStation Plus e Xbox Live Gold. Quanto a assinatura economizou em dinheiro? E a média desses títulos do Metacritic é boa? Pensando nisso, vamos apresentar todos esses dados para vocês.

Será que a economia vale?

PS Plus: economia de US$ 1.150,79 (R$ 4 mil)

Entre a PSN e a Xbox Live, foi a parte da Sony que mais rendeu economia em jogos gratuitos (mas devemos lembrar que mais games são oferecidos por lá, já que são três plataformas). No total, o desconto foi de US$ 1.150,79, algo perto de R$ 4 mil. Trata-se de uma conversão direta e não tão precisa, pois os títulos na PSN brasileira podem ter preços bem variados por conta do dólar (para mais e para menos).

No total, 72 obras foram disponibilizadas para PS4, PS3 e PS Vita neste ano (muitos deles eram multiplataforma), que têm em média 74,1 pontos no Metacritic, 1,5 pontos mais baixo que a média do ano passado. No geral, tivemos meses bons, como junho e outubro, que trouxeram NBA 2k16, Gone Home, Trasnformer: Devastation, Resident Evil e Siren, e meses fracos, como as novidades do mês de dezembro.

Transformers: Devastation

Ainda falando em números, 20 dos 72 jogos eram publicados pela própria Sony, o preço médio de cada um foi US$ 16,20 (R$ 56) e três dos game apareceram antes na Xbox Live: Costume Quest 2, Dirt 3 e Lords of the Fallen. Agora vamos falar um pouco do concorrente.

Xbox Live Gold: economia de US$ 930 (R$ 3.230)

A Xbox Live teve um total de 48 jogos em 2016, mas devemos lembrar alguns fatos antes de comparar esses números: a Microsoft tem uma plataforma a menos que a Sony e todos os 48 títulos são compatíveis com o Xbox One via retrocompatibilidade, algo que o PlayStation 4 não tem. A economia geral foi de US$ 930 (R$ 3.230). Mais uma vez, a conversão para real pode ser mais ou menos, pois a cotação dos jogos difere da Live americana em certos casos.

O Metacritic dos games oferecidos pela Xbox Live ficaram um pouco acima da PS Plus, com média de 76 pontos. Assim como a PSN, a Live também teve seus altos, como o mês de dezembro com Sleeping Dogs e Outlast, e baixos, como maio, que teve Costume Quest 2 e Defense Grid 2.

Sleeping Dogs é um dos destaques da Live

No geral, a Microsoft ofereceu bons títulos e alguns games com muito destaque para 360, tudo para destacar o recurso da retrocompatibilidade. E é aí que a disparidade de qualidade mostra a cara: o Metacritic dos jogos de One é 70,6 pontos, enquanto no 360 o número é bem maior, alcançando 81,5 pontos.

Dos 48 jogos, apenas 4 foram publicados pela Microsoft (Killer Instinct, Gears of War 2, Sunset Overdrive e Forza Horizon) e 6 já haviam aparecido na PS Plus antes, como Styx: Master of Shadows, Sherlock Holmes: Crimes and Punishment, Super Meat Boy, Beyond Good & Evil HD, I Am Alive e Dar Cry 3: Blood Dragon. O preço geral também foi maior que o da PSN: US$ 19,43 (R$ R$ 66).

Geralzão: tem valido a pena?

Em uma análise geral, alguns pontos podem ser levantados aqui: a qualidade média do Metacritic diminuiu em relação aos games de 2015. Na Live, a pontuação foi mantida, mas se separarmos os títulos de Xbox 360 dos de One, vemos que há uma queda de qualidade também.

No final das contas, vale a pena? É preciso analisar as tendências e ver se elas se adaptam às suas necessidades

Muita gente tem reclamado dos jogos e não há como discordar totalmente de quem pensa assim, pois ambos os serviços já tiveram épocas de ouro com meses recheados de AAA. A própria queda de qualidade (números do Metacritic) em relação ao ano passado retrata isso. Sem dúvidas, assinar a PS Plus e a Xbox Live Gold garantem uma boa economia de jogos, mas há uma pergunta: você gosta da maioria dos títulos ou só compra porque está gratuito?

Em outras palavras, R$ 3 mil reais de economia pouco significam se você joga apenas 10% ou 5% de tudo o que é oferecido. Em um escopo maior, fica evidente que a Sony está focando mais em indies, enquanto a Microsoft tem oferecido mais games retrocompatíveis. No final das contas, você deve levar isso em conta e ver se compensa para o seu bolso. Ou só assinar para jogar online e levar isso como um brinde.

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