Enquanto desenvolvedores independentes não param de homenagear a Nintendo e seus jogos com títulos feitos por fãs, a empresa japonesa está cada vez mais conhecida como um carrasco desse tipo de projeto. Segundo o site Polygon, o mais recente processo iniciado pela marca pede a remoção de cerca de 500 games.

A ação judicial da Nintendo aciona o Digital Millenium Copyright Act (DCMA), a principal lei dos Estados Unidos relativa ao uso de direitos autorais. Isso significa que é algo bem mais pesado do que uma pequena intimação ou uma "conversa" com os desenvolvedores independentes.

Nessa brincadeira, títulos como AM2R (o excelente remake de Metroid II) e No Mario's Sky, além de fanmades de Zelda e Pokémon, foram oficial e definitivamente finalizados — a maioria deles hospedados na plataforma indie Game Jolt. O criador da homenagem a Metroid inclusive avisou que não vai mais fazer atualizações ou lançamentos relativos ao projeto.

Mas quem está certo?

A questão é muito complicada e envolve dois lados. O primeiro é o oficial, da Nintendo: a empresa é de fato dona dos direitos de uso e produção de suas franquias (e de sprites, personagens e sons de seus games). Assim, a produção e a comercialização de produtos sem autorização são de fato ilegais.

O remake de Metroid II

Porém, os jogadores que defendem esse tipo de projeto alegam que ele não possui fins comerciais (afinal, são todos gratuitos) e atuam mais como uma homenagem ou tributo. Alguns até suprem carências da companhia, como o Metroid no estilo clássico. E aí, de qual lado você está?

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