Conhecida principalmente pela série Killzone, a Guerrila Games decidiu partir para um caminho totalmente diferente em Horizon: Zero Dawn. Apresentado pela primeira vez durante a E3 de 2015, o game apresenta um universo estranho no qual robôs com características animalescas habitam selvas e cidades enquanto a humanidade foi reduzida a uma condição quase tribal.

No controle da caçadora Aloy, você deve explorar um mundo aberto repleto de missões paralelas. Sua principal arma é um arco recheado de tecnologias (e diferentes tipos de flechas) que, combinado a uma série de armadilhas, permite que ela sobreviva mesmo quando todas as chances parecem estar contra ela.

Qual é a história?

Segundo as informações divulgadas pela Guerrila, Aloy é considerada uma espécie de pária nesse universo pós-apocalíptico. Sem saber os motivos para isso, a jovem sempre foi tratada como uma espécie de “maldição” pelos anciões de sua tribo, que afirmam que “ela veio de lugar nenhum” e que ela é ninguém.

O universo criado pela Guerrila mistura tecnologia e características tribais

Como consequência desse tratamento ríspido, Aloy dedicou a maior parte de sua vida a treinar suas habilidades para poder sobreviver. Horizon: Zero Dawn é uma jornada em busca de autoconhecimento, na qual as origens da protagonista parecem bastante ligadas com os motivos pelos quais a Terra foi dominada por seres robóticos.

Teremos armas de fogo?

Levando em consideração o histórico da Guerrila, era de se esperar que Horizon tivesse uma grande variedade de armas de fogo. No entanto, nenhum elemento desse tipo surgiu nos trailers divulgados pela empresa — fruto de uma decisão consciente por parte do time de designers.

Armas de fogo estão de fora do jogo

Segundo o diretor Mathijs De Jonge, a decisão surgiu como consequência da vontade de criar um universo diferenciado do que vemos em outros games do mercado.  “Quando vimos os protótipos percebemos que, logo que pegávamos uma metralhadora, era só espalhar tiros e rezar”, explicou ele à Edge.

“Ele tinha virado um jogo de tiro com cobertura. Queríamos que os jogadores se sentissem primitivos, então decidimos que as tribos teriam um conhecimento muito limitado de tecnologia. Eles não compreendem o que está acontecendo com essas máquinas ou como elas funcionam”, complementa De Jonge.

Como funciona o sistema de evolução?

Assim como acontece em outros games com elementos de RPG, Horizon: Zero Dawn vai recompensar as atitudes do jogador com pontos de experiência que, acumulados, rendem novas habilidades. Chamadas de “perks” pelo jogo, elas conferem capacidades como desacelerar a passagem do tempo para mirar uma flecha certeira em seus inimigos, por exemplo.

“Sem isso, é realmente difícil acertar alguns pontos fracos”, explica o diretor de arte Jan-Bart van Bekk. “Outra base do game deve ser o sistema de coleta e upgrade de itens. Ao mergulhar na natureza e derrotar robôs cada vez mais grandes e fortes, você deve obter armaduras melhores e armas mais eficientes, desenvolvendo seu personagem de forma lenta, mas constante”.

Vai ter multiplayer?

Caso você seja daqueles que só compra um game caso ele esteja recheado de elementos multiplayer, a Guerrila não tem boas notícias. A empresa decidiu que Horizon: Zero Dawn vai ser uma experiência exclusivamente solitária, já que o desenvolvimento de elementos cooperativos ou competitivos poderia destruir a experiência que está sendo criada.

Zero Dawn é essencialmente uma experiência single player

“A verdade é que estamos trabalhando com uma nova franquia após 10 anos e o que realmente queremos fazer é melhorar a experiência do jogador. Quando você vai para o campo de batalha para enfrentar criaturas com Aloy, que é uma grande personagem e a verdadeira estrela, cria uma conexão com ela”, afirmou o produtor Mark Norris em uma entrevista concedida à IGN.

“Ainda que a modalidade multiplayer seja fantástica e algo sobre o qual talvez possamos pensar no futuro, queremos que essa seja a história de Aloy e você perceberá o quanto ela é fantástica quando colocar as mãos no game”, explica o produtor. Segundo ele, uma das grandes inspirações para o time de desenvolvimento é a maneira como a CD Projekt RED tratou a campanha de The Witcher 3: Wild Hunt.

Nada de tutoriais?

A Guerrila Games decidiu que Horizon: Zero Dawn não vai seguir os preceitos de design vistos em muitos jogos de ação e RPGs atuais. Em outras palavras, a companhia decidiu que não vai “pegar na mão” de ninguém na hora de ensinar táticas de combate ou qual caminho deve ser seguido para a trama prosseguir.

Você vai ter que se virar para entender o game

“Nós não ‘tutorializamos’ o jogo, não vamos até você para dizer como caçar esses robôs ou para explicar como eles interagem”, explica o diretor de arte van Bekk. “Você realmente vai precisar sair e explorar essas coisas por tentativa e erro”.

O mesmo princípio se traduz à história de Horizon, que deve ser descoberta e interpretada unicamente pelos jogadores. Assim, não espere que respostas surjam de maneira facilitada ou que alguém se dê ao trabalho de contextualizar tudo: é somente observando pistas e o ambiente a seu redor que você vai entender esse mundo.

Qual é a data de lançamento?

Originalmente programado para 2016, Horizon: Zero Dawn ainda vai demorar um tempinho para chegar às lojas. Desenvolvido com exclusividade para o PlayStation 4, o game tem lançamento marcado para o dia 27 de fevereiro de 2017 — até lá, resta esperar pela divulgação de novos vídeos e imagens que só vão ajudar a aumentar nossa expectativa.

Via TecMundo Games.

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