(Fonte da imagem: Reprodução/Twitter)

Na França, o aplicativo de caronas pagas Uber tem se tornado cada vez mais popular, fazendo com que as pessoas adotem esse sistema em vez de corridas em táxis. Porém, os taxistas não estão muito contentes com o rumo das coisas, e o resultado é que um carro com dois usuários do serviço foi depredado na última segunda-feira (13). 

Segundo o site Venture Beat, o incidente aconteceu nas proximidades do aeroporto de Paris. Durante um protesto contra o serviço (chamado de carros de passageiros com chofer), taxistas danificaram a lataria, quebraram janelas e rasgaram pneus do veículo no qual estavam dois executivos: Renaud Visage, um dos fundadores e chefe tecnológico da empresa americana de ingressos Eventbrite, e Kat Borlongan, uma das fundadores da Five by Five, especializada em dados abertos. 

“Fui atacada por taxistas em protesto próximo ao aeroporto de Paris. Janelas quebradas, pneus rasgados, veículo vandalizado e mãos sangrando. Eles tentaram entrar no carro, mas nosso bravo motorista nos tirou de lá em segurança, trocou o pneu na rodovia e nos levou para casa”, escreveu Kat no Twitter após o ocorrido. 

(Fonte da imagem: Reprodução/Twitter)

Incidente confirmado 

Em nota, o Uber confirmou o incidente em Paris, e também reiterou que não aprova esse tipo de violência utilizada pelos taxistas – o que pode prejudicar a classe. 

“Infelizmente confirmamos que esse incidente em Paris realmente aconteceu e que condenamos esse tipo de ação na qual dois de nossos usuários foram envolvidos. Parabenizamos nosso parceiro pela coragem e profissionalismo, e acreditamos que o incidente de hoje não vai fazer os moradores de Paris escolherem um táxi para suas próximas corridas”, diz a mensagem. 

Legalizados recentemente em Paris, os carros de serviços como o Uber devem seguir uma regra que diz que é preciso obedecer uma espera mínima de 15 minutos para receber um passageiro. Essa norma entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano, e não impediu o crescimento deste serviço na cidade francesa, que já é o segundo maior mercado do Uber além das fronteiras dos Estados Unidos.

Já Dominque Prudhomme, membro do sindicato Force Ouvrière, disse à agência AFP que essa é uma competição injusta, já que os taxistas “pagam 230 mil euros por uma licença, enquanto motoristas para serviços como o Uber pagam 120 euros”.

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