(Fonte da imagem: Divulgação/Ultra Global PRT)

Embora empresas como a Google e a Volvo invistam no desenvolvimento de carros totalmente autônomos, a percepção pública ainda é a de que isso é algo que só deve se concretizar em um futuro bastante distante. No entanto, a cidade de Milton Keynes, no Reino Unido, pretende basear seu transporte público nesse tipo de veículo em somente quatro anos, provando que motoristas humanos já se tornaram totalmente dispensáveis.

A expectativa do governo local é a de que, até 2017, os sistemas empregados atualmente sejam substituídos por vagões automáticos fabricados pela Ultra Global PRT. Contando com motores elétricos, esses dispositivos são recarregados em intervalos regulares em algumas das estações presentes em seu trajeto pré-determinado.

Como padrão, a trajetória e a velocidade dos vagões são determinadas automaticamente por um computador de bordo, cujas configurações podem ser alteradas por técnicos humanos. O veículo comporta até quatro passageiros no total, com direito a espaço para o armazenamento de mochilas e outros itens. A previsão é a de que cada passagem vá custar £2, sendo que é possível chamar um vagão através de um aplicativo para smartphones.

Velocidade limitada

O caminho traçado pelos veículos não deve ser confundido com os trilhos presentes em monotrilhos, já que eles na realidade se tratam de pedaços de estrada convencional ligeiramente elevados que são separados das pistas convencionais por proteções especiais. Isso significa que, embora possam usar o espaço determinado como guia, os vagões não têm seus movimentos limitados por seus trajetos, podendo se locomover em qualquer direção.

(Fonte da imagem: Divulgação/Ultra Global PRT)

Embora os dispositivos automáticos tenham o objetivo de substituir o sistema de ônibus, eles vão se locomover a uma velocidade máxima bem menor do que a vista em opções tradicionais: 19 quilômetros por hora. Inicialmente, os governantes de Milton Keynes pretendem criar linhas que liguem a região central da cidade a centros financeiros e às estações de trem locais.