Com o objetivo de combater a cultura da violência sexual no país, o aplicativo de corridas Uber e a revista feminina Cláudia fecharam uma parceria para unir esforços no combate ao assédio.

A união possibilitou a criação de uma cartilha para os motoristas, a qual está sendo distribuída em todos os centros de atendimento do aplicativo no país. Uma versão digital do material e um vídeo didático também serão enviados a todos os homens parceiros do app, ao longo desta semana.

Fonte: Claudia + Uber

As ações ainda envolverão diversas palestras sobre o assunto, ao vivo, para os drivers da Uber em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Recife.

Dicas como: “decote ou minissaia nunca são convite para nada” ou “nunca lhe pergunte se está indo para o trabalho ou para casa” estão presentes no material. Há também recomendações mais básicas, mas importantes, como “chame a usuária pelo nome, e não pelo apelido” ou “não diga frases como: Tinha que ser mulher”.

Para o diretor-geral da Uber no Brasil, Gui Telles, "essa cartilha traz recomendações que são bastante simples e diretas, na sua aparência, mas que carregam questões de gênero que gostaríamos de ver resolvidas".

Fonte: Reprodução / Vídeo Cláudia + Uber

No Brasil, 85% das mulheres têm receio de sofrer algum tipo de abuso; dentre elas, cerca de 90% das jovens já deixaram de fazer alguma atividade por medo. O país ocupa o quinto lugar no ranking mundial no número de assassinatos de mulheres.

A taxa de desigualdade de gênero não para por aí: no ambiente de trabalho, o salário das mulheres equivale a 76% do ganho dos homens. E acreditem, não tem nada de “mimimi” nesses números, já que assustadoramente 86% delas sofrem assédio no país. Para saber mais sobre a parceria, você pode conferir este link [em português].

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