A companhia chinesa Didi Chuxing vai fundir seus negócios com o Uber, o que deve encerrar a ríspida disputa entre ambas as prestadoras de serviços de transporte. A nova empresa terá o valor de US$ 35 bilhões após o investimento de US$ 1 bilhão por parte da firma asiática. A informação foi adiantada pelo Bloomberg e confirmada via Facebook através de um post feito por Travis Kalanick, CEO do Uber.

“Como empresário, aprendi que ser bem-sucedido é sobre ouvir sua cabeça e seguir seu coração”, publicou Kalanick. “O Uber e a Didi Chuxing estão investindo bilhões de dólares na China, e ambas as companhias têm ainda de conseguir lucro. É por meio da rentabilidade que vamos poder construir um negócio sustentável que pode servir melhor os clientes chineses, motoristas e as cidades ao longo do tempo”, disse o executivo.

Agora, a Uber China terá a participação de 20% na nova sociedade. As operações da Didi Chuxing, porém, ainda serão executadas de forma independente, segundo informou Cheng Wei, fundador da companhia chinesa. “O acordo com o Uber vai colocar a indústria do transporte em um caminho mais sustentável e saudável de crescimento, em um patamar mais elevado”.

Popularidade do Didi Chuxing dificultou o crescimento do Uber na China.

As regras que legalizam as atividades de serviços como Uber e Didi Chuxing foram promulgadas recentemente na China, dias antes da oficialização do acordo. “Didi Chuxing e Uber tem aprendido muito uma com a outra no correr dos dois anos passados”, frisou  Wei. 

O Uber tem crescido de forma tímida pelo país asiático – segundo o Bloomberg, o serviço perdeu US$ 2 bilhões na China até 2016. Além disso, A Didi Chuxing já recebeu o investimento de US$ 1 bilhão por parte da Apple e outros mais de US$ 7 bilhões ainda neste ano, conforme observou o The New York Times, o que fez do serviço concorrente de fato uma ameaça ao app de transporte privado dos EUA.

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