Uma das organizações mais temidas da atualidade, o Estado Islâmico vem sendo cada vez mais falado nos noticiários de todo o mundo — parte disso pelo domínio em territórios árabes e parte pela brutalidade com que os inimigos são assassinados. Mas não é somente em campo que eles atuam, pois há informações de que as redes sociais também são um local de ação dos membros do grupo.

De acordo com um estudo publicado pelo Brookings Institution, somente no Twitter o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS) possui relação com mais de 46 mil contas — em uma análise referente ao final de 2014. Isso significa que há mais de 40 mil contas na rede social que são utilizadas para o envio de mensagens, interação com jovens de todo o mundo e também para a disseminação de informações do ISIS.

O relatório vai ainda além e afirma que a maior concentração de contas está na Arábia Saudita, sendo que em seguida surgem Síria, Iraque e Estados Unidos. Cerca de 20% dos perfis enviam mensagens na língua inglesa e quase 60% realizam somente postagens em idioma árabe. Também foi revelado que, em média, as contas possuem mais de mil seguidores e isso é mais do que boa parte dos usuários consegue ter.

Desativação de contas

Os autores do estudo afirmam que é preciso que as cúpulas das redes sociais e dos governos atuem em conjunto para barrar a ação e a disseminação de informações dos grupos terroristas de todo o mundo. Antes disso, o Twitter já havia passado a desativar contas que compartilham vídeos com as ações do ISIS, mas isso não foi bem recebido por membros do grupo.

Pouco tempo após o início da operação de desativação, uma imagem postada no Pastebin mostrava uma montagem em que Jack Dorsey (fundador do Twitter) aparecia com uma mira telescópica de rifle apontada para a cabeça dele. Junto a isso ainda havia a mensagem: “Jack não terá ajuda quando seu pescoço se tornar oficialmente um alvo para os soldados do Califado ou para os simpatizantes que estão entre vocês!”.

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