O anúncio de que quaisquer músicas não licenciadas devem ser sumariamente “silenciadas” no Twitch pegou muita gente de surpresa — juntamente com a novidade, igualmente pouco aprazível, da exclusão da função “salvar para sempre”, antes aplicável a todos os vídeos. Entretanto, em meio a comoção, uma ou duas coisas podem não ter sido bem compreendidas (ou transmitidas), fato que levou a empresa a conduzir uma seção de perguntas e respostas.

No centro da “mesa” organizada no Reddit, o CEO do Twitch, Emmet Shear, fez o que pode para aplacar os ânimos, começando por colocar os pingos nos “is”. Embora tenha ignorado solenemente quaisquer perguntas relativa à possível compra do serviço pelo YouTube, Shear certamente esclareceu alguns pontos, incluindo uma possível melhoria do sistema de detecção de áudio não licenciado — que, não obstante, já se encontra em funcionamento.

Um sistema de detecção de áudio mais assertivo

Em primeiro lugar, sim, o sistema de detecção de músicas não licenciadas veio para ficar. Entretanto, o software responsável pelo processo deve melhorar com o passar do tempo. Atualmente, o programa divide os conteúdos a serem varridos em trechos de 30 minutos cada. Dessa forma, caso algum material protegido por direitos seja encontrado, todo o trecho é silenciado — no que se inclui todo o áudio da seção.

Shear observou que isso é algo que o Twitch espera aperfeiçoar em breve. Para tanto, o serviço trabalha de forma próxima com a Audible Magic, responsável pela tecnologia. A ideia é que o sistema se torne mais assertivo — sem necessariamente “jogar a criança com a água do banho”, como diz o refrão popular.

As músicas dos jogos não serão silenciadas

O executivo também se apressou para corrigir um equívoco cometido pelo próprio blog do Twitch. Conforme a postagem, quaisquer músicas encontradas dentro dos jogos ocasionariam o temido silêncio. De acordo com ele, embora as músicas licenciadas para utilização dentro dos jogos — as rádios de GTA, por exemplo — ainda devam ativar o sistema, as faixas compostas exclusivamente para o jogo não devem ser cortadas.

A controvérsia surgiu conforme o referido sistema silenciou um vídeo publicado pela Valve para Dota 2. Shear, entretanto, fez questão de frisar que se tratou de um “falso positivo” ali — de uma detecção errada do sistema. Aparentemente, o ruído das pessoas durante a “Internetional 4” teria confundido o sistema.

Transmissões ao vivo estão imunes

Endossando a publicação oficial do Twitch, o executivo garantiu que a detecção de áudios não licenciados não deve ser aplicada às transmissões ao vivo do serviço. Naturalmente, isso levantou algumas dúvidas relacionadas à natureza da aquisição por parte do YouTube — já que este, de fato, realiza a varredura de conteúdos em transmissões ao vivo.

Embora a questão de “Por que apenas os vídeo sob demanda?” tenha sido levantada, a respostas acabou não vindo. Entretanto, considerando-se que as leis nos EUA são um tanto mais permissivas no caso de transmissões ao vivo — em que as violações de direitos autorais podem não ocasionar retaliações, caso se prove que o infrator não tinha conhecimento —, isso certamente deve ter influenciado a distinção de conteúdos.

Embora a nova política do Twitch certamente faça sentido, na medida em que o serviço resguarda de processos a si mesmo e aos seus usuários, considerando-se a enormidade de transmissões que ainda se utilizam de conteúdos não licenciados internet afora, é de se imaginar quem vai desanimar primeiro e soltar o cabo de guerra.

Via BJ

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