Toda inovação passa por um momento decisivo: quando deixa de ser procurada apenas por quem já acredita nela e passa a ser vista por quem ainda não conhece ou está em dúvida. Não à toa, a venda de carros elétricos no Brasil chegou a 223.192 unidades emplacadas em 2025, batendo recordes e registrando um crescimento de 138% em relação a 2023.
O movimento demonstra como a eletromobilidade está crescendo no país, fenômeno que tende a se refletir, de forma ainda mais ampla, nos modais leves. O avanço já pode ser visto nos números. Segundo dados da Aliança Bike, entre 2016 e 2024, as bikes elétricas em circulação saltaram de 7.600 para 284 mil.
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No caso do carro elétrico, a popularização não aconteceu por acaso. Ele foi impulsionado por maior oferta de modelos, presença consolidada nas concessionárias tradicionais, financiamento estruturado e, principalmente, visibilidade. A mobilidade elétrica leve vive um momento semelhante, mas em estágio próprio de maturidade.
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As bicicletas e scooters elétricas já deixaram de ser um experimento há algum tempo. O crescimento consistente do setor nos últimos anos provou que existe demanda real e que o modal veio para ficar. O que começa a acontecer agora é uma ampliação de alcance. À medida que esses produtos passam a ocupar espaços de massa como grandes canais de varejo, a categoria ganha uma nova camada de exposição e acessibilidade.
O setor muda de patamar, deixa de depender apenas de um consumidor já convencido e passa a ser apresentado a um público muito mais amplo. Ele entra no radar de quem talvez nunca tenha considerado aquela alternativa.
Existe ainda uma diferença relevante entre quatro e duas rodas. Enquanto o carro elétrico exige alto investimento e planejamento financeiro, a bicicleta elétrica tem ticket menor e manutenção simples, além de se tornar mais rápida do que os carros em engarrafamentos nos grandes centros. A comparação envolve custo por quilômetro rodado, economia anual, praticidade e tempo. Isso reduz barreiras de entrada e pode tornar a curva de adoção ainda mais rápida quando a oferta ganha escala.
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Se o consumidor já aceita eletrificar o carro para reduzir despesas e emissões, é natural que enxergue na e-bike ou scooter uma alternativa eficiente para o cotidiano urbano. A eletromobilidade não é mais uma promessa distante. Ela já está em curso. E as duas rodas tendem a ampliar esse movimento nos próximos anos.
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