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Maior fábrica de motores a diesel do mundo migra para elétricos

Instalação da PSA Peugeot-Citroën na França espera fabricar 900 mil unidades de motores elétricos por ano até 2025

schedule27/01/2021, às 05:00

Fonte: PSA Peugeot-Citroen/Divulgação

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A maior fábrica de motores a diesel do mundo passa por uma importante transição. Situada em Trémery, na França, a instalação da PSA Peugeot-Citroën está reduzindo a produção de motores a combustão para ampliar a fabricação de modelos elétricos.

Inaugurada em 2019, a fábrica produzirá 180 mil unidades de motores elétricos este ano. A longo prazo, o objetivo é fabricar 900 mil unidades por ano até 2025 e, ao atingir a meta, a instalação desenvolverá mais motores elétricos do que a combustão.

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Instalação da PSA Peugeot-Citroen em Trémery, na França.Instalação da PSA Peugeot-Citroën em Trémery, na França.

A transição está ligada às novas legislações que proibirão a venda de automóveis com motor a diesel até a próxima década. Por exemplo, diversos países da Europa estão facilitando a compra de carros elétricos com leis de incentivo e redução de impostos.

Nos próximos anos, diversas montadoras precisarão realizar mudanças graduais como a que está acontecendo na instalação da PSA na França. Assim, elas construirão modelos de motores de acordo com as necessidades do mercado.

“Há alguns anos tomamos a decisão de investir na transição energética e flexibilizar nossas fábricas. A instalação em Trémery é um grande exemplo dessa mudança”, declarou Yann Vincent, vice-presidente-executivo e diretor industrial da PSA.

Modelos de motores elétricos exigem menos colaboradores para serem produzidos.Modelos de motores elétricos exigem menos colaboradores para serem produzidos.

O lado negativo da transição

Infelizmente, a transição tem a desvantagem de colocar empregos em risco. Isso porque, diferente dos motores elétricos, os a combustão são mais complexos e exigem a participação de mais pessoas durante o processo de produção.

Por outro lado, a mudança gradual não promoverá grandes demissões. Nesse caso, como apontam os representantes sindicais, os trabalhadores que se aposentarem não serão substituídos por novos funcionários no chão da fábrica.

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