(Fonte da imagem: Reprodução/RITA)

O departamento de transporte dos Estados Unidos e o Instituto de Pesquisa em Transportes da Universidade de Michigan estão trabalhando em um projeto que pode ser a solução para a segurança no trânsito. O sistema é baseado na tecnologia de coleta e transmissão de dados já existente em smartphones, mas agora aplicado em carros.

Essa novidade tem o propósito de transformar os veículos em objetos tão inteligentes quanto a nova geração de gadgets móveis. Assim, os dados serão de grande ajuda para que os motoristas consigam prosseguir por rotas alternativas, evitando situações de engarrafamento.

Além disso, toda essa inteligência contribuiria para uma redução severa no número de acidentes, bem como um melhor aproveitamento do combustível para tornar o consumo menos agressivo ao meio ambiente. Tudo isso formaria uma grande rede de comunicação para a troca de informações em busca de um trânsito melhor.

Ontem (21) teve início um experimento que custou cerca de US$ 15 milhões. Ao todo, aproximadamente 2.800 veículos – entre carros, caminhões e ônibus – participarão dos testes. Desse total, 300 unidades receberão equipamentos de segurança para transferir dados como posição, velocidade, aceleração e veículos próximos. Outros 64 serão completamente adequados ao modelo, com a inserção dos elementos de segurança ainda na fase de produção do veículo.

Os dados coletados serão transmitidos em alta velocidade com uma baixa latência, num sistema chamado de Dedicated Short-range Communications ou DSRC. O departamento de transporte disse que a tradicional tecnologia Wi-Fi não seria suficiente para tal operação e, por isso, esse novo sistema é mais eficiente por questões de rapidez e segurança.

Apesar de todos os benefícios, há dúvidas quanto à privacidade dos dados coletados. Afinal, aparentemente ficaria muito fácil rastrear um veículo e descobrir infrações de trânsito. Quanto a isso, os responsáveis garantem que o sistema não executará nenhuma dessas funções, mantendo o anonimato dos motoristas.

Fontes: Universidade de Michigan, RITA, The Verge