A chegada das telas sensíveis ao toque foram uma incrível revolução na produção de eletrônicos de modo geral. Celulares ganharam novos modelos de interação assim como os próprios computadores domésticos. Desde as primeiras telas resistivas, ou seja, aquelas que percebem o toque pela pressão exercida, o mercado dos eletrônicos não foi mais o mesmo.

Mais tarde, as telas capacitivas - iguais à do iPhone - transformaram o conceito de touchscreen para algo muito mais dinâmico que não exige nenhum tipo de força ou utilização de objetos para sensibilizar a tela. As tais canetinhas, conhecidas como stylus, já podem ser consideradas objetos de um passado não tão distante assim.

O iPhone revolucionou o conceito de tela sensível ao toque!Quando você começava a acreditar em um mundo cuja beleza era a tela multitoque, a superinteração permitida pelos aplicativos e a transmissão de elétrons dos seus dedos, surge algo que destrói as suas impressões do que é realmente parte do mundo hitech e o que pode ser considerado como algo que já é do seu cotidiano.

As telas sensíveis ao toque ganham um novo recurso que promete tirar fôlego de muita gente. Enquanto as resistivas e capacitivas dependiam única e exclusivamente do toque dos seus dedos para desempenhar qualquer ação, agora as telas do tipo TrueTouch desempenham um papel diferente nesse universo.

Aproximar o seu dedo da tela e ver consequências da transimissão de elétrons a distância é quase mágico e surreal, mas já está na etapa de testes da Cypress. Esse tipo de tecnologia envolve algo chamado hovering, que nada mais é do que a leve aproximação dos seus dedos para que os primeiros sinais de interação comecem a aparecer.

Uma boa intenção
Todo ano, as fábricas de celulares precisam de novos atrativos para seus modelos. Acontece que nomes como Nokia e Palm já têm um grande interesse em implantar essa tecnologia nos seus próximos aparelhos. A verdade é que as novas telas TrueTouch da Cypress conseguem aliar o hovering e o uso da stylus em um conjunto só.

Assim, o usuário tem diferentes níveis de precisão para os mais variados tipos de operações. Justamente por ser a grande novidade do dia, o hovering é o tipo de sensibilidade que mais impressiona. Isso porque o dono de um aparelho com esta tecnologia pode configurar aplicativos para interagirem de uma certa maneira com a distância dos dedos.

Um exemplo bem claro desse tipo de interação é a “lente de aumento” que a tela proporciona quando o toque ainda não aconteceu. É exatamente essa a função exibida no vídeo apresentado pelo gerente de produto da Cypress, Sherif Hannah. Com ela, a navegação ganha novos ares e mais precisão.

 

Pessoas que têm mãos grandes podem sentir alguma dificuldade em tocar a tela de aparelhos como o iPhone e o N97, por exemplo. Com a implantação da tecnologia da Cypress, a seleção de elementos na tela é aumentada através da ferramenta lupa. Assim, fica mais fácil clicar sobre links, ícones e teclas.

Como você pode observar no vídeo, a tela reage de maneiras diferentes de acordo com a distância em que seus dedos estão. O exemplo de visualização da detecção de novos sinais indica muito bem a área de abrangência da sua carga conforme a posição em relação à tela. Dessa maneira, quanto mais longe a sua mão estiver, menor será a área de interação e vice-versa.

Previsões, utilidades e comparações
Apesar de ser algo totalmente revolucionário e futurista para muita gente, essa tecnologia já tem previsão de disponibilidade para o segundo semestre de 2010. Assim que chegar ao mercado, quem dispuser de dinheiro para comprar um aparelho celular que possua o recurso hover na sua tela tem muito o que descobrir.

Essa tecnologia se assemelha muito ao recurso homônimo que os mouses podem executar sem clicar – trata-se de uma comparação completamente analógica, mas de certo modo, faz sentido. Você já deve ter se deparado com javascripts e configurações de páginas da internet que aumentam os links sempre que o cursor é pousado sobre eles.

O conceito de hovering é bastante próximo dessa ação do mouse – afinal o comando na área de códigos da página não se chama hover à toa. Entretanto, o recurso não é um sinônimo de ampliação – pode ser qualquer ação desempenhada quando o ponteiro do mouse passar pelo conteúdo em questão.

Um concorrente?
Mal a tela superinterativa da Cypress anuncia sua chegada e os pesquisadores da Universidade de Tóquio já têm algo supreendente para concorrer neste mercado. Os japoneses desenvolveram uma tecnologia semelhante, porém dedicada ao controle de equipamentos portáteis pelo movimento dos dedos.

Trata-se de um dispositivo composto por uma minicâmera de alta velocidade, capaz de capturar os menores movimentos que você fizer com os dedos. De acordo os desenvolvedores deste projeto, a câmera é capaz de capturar até 154 imagens por segundo, o que a torna ideal para o reconhecimento de comandos para aplicativos 3D no celular.

Além disso, você pode criar objetos tridimensionais com a ponta dos seus dedos. Basta ter o software correto instalado no aparelho. Assim, vale lembrar que se trata de um método diferente para percepção do movimento da mão. No caso da tela da Cypress, isso é feito através do registro de elétrons e, neste modelo da Universidade de Tóquio, através da imagem.

Veja só o que os japoneses produziram: