Você acha que a experiência tátil da computação é limitada aos toques de seus dedos no teclado e no mouse? Pois existe uma tecnologia que coloca esse conceito no passado e ela já está sendo desenvolvida há um bom tempo. Trata-se do haptics, que pode ser definido como o retorno tátil de comandos ordenados pelos usuários. Isso se dá por meio de vibrações e outras movimentações.

Um dos grandes benefícios do haptics é a certeza. Isso mesmo, é graças a ele que você pode saber se realmente pressionou algum dos botões dispostos nas telas sensíveis ao toque. Já que não existe um botão físico, fica difícil saber se a ação já foi ordenada. Mas há também uma série de outras funções da tecnologia, espalhadas pelos mais diversos campos do mundo eletrônico – desde telas até video games.

(Fonte da imagem: Reprodução / Cyber Glove Systems)

A nova geração

O futuro do haptics é online. Pesquisadores e engenheiros querem criar aparelhos que possibilitem que a web fique mais tangível, elevando a experiência de navegar ou jogar online. Dessa maneira, a computação pessoal pode chegar a níveis de interação muito maiores do que qualquer pessoa já tenha imaginado.

É lógico que ainda estamos bastante longe de qualquer “holografia tátil” (que permitiria que objetos fossem projetados e tocados), mas as pesquisas sobre haptics avançam com velocidade satisfatória. Vamos conhecer agora algumas das principais novidades relacionadas às pesquisas sobre a inserção do tato à informática.

Mouses que ficam mais pesados de acordo com o tamanho do arquivo arrastado e sensores que ampliam a sensação ao serem atingidos por tiros em um jogo FPS são algumas das novidades que já estão em desenvolvimento. Temos certeza de que, após terminar de ler este artigo, você vai querer muito saltar no tempo para poder comprar algumas das ideias listadas.

Arraste-me se puder

Nós temos o hábito de dizer que arquivos pequenos são leves e arquivos grandes são pesados. Essa relação também é feita pelos americanos, que estão criando um mouse para deixar essas expressões ainda mais realistas. O DataBot identifica o tamanho dos arquivos e, de acordo com essa informação, envia comandos para peças internas do periférico que deixam o movimento mais pesado ou mais leve.

(Fonte da imagem: Divulgação / Roman Grasy)

Para apenas arrastar arquivos ele pode não ser tão legal, mas imagine a imersão possibilitada por esse tipo de gadget em jogos de estratégia ou raciocínio. Com certeza, muitos usuários iriam adorar jogar um game que permitisse muito mais interação do que apertar botões para atingir inimigos virtuais.

Tela de borracha

Ideal para quem deseja realizar modelagens, este projeto que está sendo criado por cientistas japoneses permite uma interação virtual muito inovadora. Com uma tela sensível ao toque e um tipo de borracha transparente, o dispositivo garante que médicos ou artistas possam treinar alguns procedimentos sem precisar de elementos reais.

Quando o projeto estiver mais avançado, é possível que a simulação de objetos fique mais realista. Isso garantiria que o treinamento de estudantes de medicina ou tatuadores pudesse ser realizado sem a necessidade da presença de um ser humano.

(Fonte da imagem: Reprodução / dVice)

Touchscreen que se transforma

As telas sensíveis ao toque levaram a tecnologia para um mundo novo, mas quando elas começarem a interagir com os softwares e usuários ficarão ainda melhores. Há rumores de que a Microsoft estaria com patentes relacionadas à ideia. Imagine como seria clicar em uma tela simulando o mar e ela criar as ondulações táteis para seus dedos.

Algo parecido – mas em maior escala – está sendo criado por pesquisadores de Montreal. Lá, a realidade aumentada está sendo aplicada a superfícies touchscreen em chãos. Isso mesmo, “tapetes” que modificam sua forma de acordo com as instruções passadas por computadores e outros eletrônicos.

FPS com sensações reais

Chega de jogar um FPS online e ficar se perguntando: “Mas onde é que esse cara me acertou?”. Com vestimentas haptics essa pergunta será respondida com a sensação de tomar um tiro. Logicamente isso será feito em intensidades muito menores do que a real, evitando que os jogadores sintam dores e sejam feridos.

(Fonte da imagem: Reprodução / I/O Robotics)

Outra sensação que está sendo desenvolvida é relacionada ao escorrimento do sangue após os ferimentos. É verdade que isso pode levar alguns anos até que seja comercialmente viável, mas você pode ter certeza de que vale a pena esperar para empunhar os rifles com muito mais realismo.

Cadeiras de movimento

Alguns parques de diversão oferecem brinquedos que colocam movimento em cadeiras de cinema, dando sensação de movimento para quem está assistindo aos filmes. No futuro, isso pode ser levado a outros patamares, permitindo que você possa sentir o mesmo na sala da sua casa.

A D-BOX já permite isso, mas por enquanto só em salas de cinema. Ainda vai demorar um pouco mais para que isso seja possível dentro de casa, mas todos sabem que na tecnologia quase nada é impossível. Quando mecanismos similares estiverem disponíveis para as residências, certamente os filmes e games ficarão ainda mais divertidos.

(Fonte da imagem: Divulgação / D-Box)

Ainda nos parques de diversão, a Disney está preparando um novo sistema de cadeiras vibratórias para seus parques temáticos. Utilizando até doze células vibratórias, o “Tactile Brush” pode ativar apenas algumas partes da poltrona, gerando sensação de movimento em todo o corpo do usuário.

Novas luvas cibernéticas

Luvas que simulam objetos, texturas e até mesmo pesos estão cada vez mais poderosas. Algumas das “Cyber gloves” já utilizam melhores recursos de simulação de força, chegando até mesmo a travar alguns movimentos (para que o usuário sinta que está segurando objetos de verdade).

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Ainda falta algum tempo para que seja possível ver todos esses avanços em escala comercial. Mas o mesmo era dito sobre os primeiros experimentos com haptics e, hoje, a tecnologia está presente em todos os lugares. O que importa é que os estudos estão sendo feitos e, em breve, novas funções serão adicionadas aos aparelhos que utilizam o haptics.

O que nos resta, pelo menos por enquanto, é esperar por novidades arrasadoras nesse campo. Quem sabe se no futuro não estaremos todos jogando games de tiro em primeira pessoa com mouses que pesam de acordo com a arma utilizada? 

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