Telas do tamanho de um apartamento, vários metros quadrados, qualidade de som impecável e uma série de outros recursos para impressionar o freguês ainda são o quente do momento. Mas no Japão, pelo menos, os filmes já ensaiam seus passos para muito além das telas grandes. Prova disso é a grande aposta na procura por modelos pequenos capazes de reproduzir formas tridimensionais.

A ideia é trazer os Na’vi, Dragões, Alices e as futuras produções do tipo para os celulares dos espectadores em qualquer lugar do mundo. Assim, quando você estiver viajando, pode desfrutar de um filme em três dimensões sem precisar dos óculos que tanto fizeram sucesso nas salas de cinema. Mas nem tudo foi tão maravilhoso desde o começo com o 3D.

Veja imagens em 3D enquanto filmaNo início da década, a Sharp colocou no mercado os computadores e os celulares com a tecnologia. Foram três os fatores que impediram a decolagem desse tipo de entretenimento: falta de conteúdo, falta de brilho e o tamanho da tela. Não faz tanto tempo assim, mas o mercado de produções para a tecnologia 3D já se abriu consideravelmente.

Existem muitos rumores, mas a verdade é que ainda não existem prospecções de que o mundo 3D deve migrar para fora das telonas com tanto sucesso como o bidimensional. Essa dúvida existe justamente pelo fato de os televisores com 3D ainda terem preços elevados e os conteúdos tridimensionais ainda não terem larga produção para demandar um produto assim.

Entretanto, a Sharp acredita que não demorará muito para a chegada do mundo 3D às casas e aos bolsos das pessoas. A grande aposta da empresa parece se basear em duas tendências que, colocadas assim, fazem um par um pouco incomum para quem está acostumado a pensar em novos produtos.

Um casamento de tendências

Como já é observado por muitos pesquisadores, especialistas em marketing e até mesmo pelo seu primo mais novo, a convergência de mídias e a portabilidade delas estão em voga. Aparentemente, os engenheiros da Sharp decidiram expandir para o lado em que os portáteis são o centro dos holofotes.

Tecnologia 3D em  celulares e video-games portáteis

Outra tendência em pleno crescimento é a produção de filmes em três dimensões. Graças ao visualmente ousado Avatar de James Cameron, muitos cineastas já planejam seus filmes e animações para “saírem” das telas diante dos olhos de milhões de pessoas. Analisando os dois mercados, a decisão da Sharp parece bastante ousada.

Mais rumores

Há um boato de que os fãs de games portáteis têm muito o que comemorar, caso fosse verdade o rumor de que a Nintendo haveria feito uma parceria com a Sharp para inserir as telas no novo console portátil da marca. O Nintendo 3DS manteria a sensibilidade ao toque, porém com o adicional do 3D a olho nu.

Isso é possível graças à tecnologia aplicada nas telas que a Sharp desenvolve. A empresa não confirmou se a mais tradicional marca de video games haveria feito o pedido. Mas a ideia de se ter um portátil que oferecesse este tipo de tecnologia é simplesmente fenomenal.

Tecnologia de ponta

Os três fatores que puxaram a primeira versão das telas para um breve insucesso já foram largamente amenizados. Para resolver o problema, o fabricante tomou duas medidas bastante enérgicas: dobrar a resolução e o brilho através do TFT (Thin Film Transitor – Transistor de filme fino) do painel de LCD.

Com essa mudança, a tela tem em média 3.4 polegadas e 240 a 330 pixels por polegada (ppi – pixel per inch) para imagens 2D, ou seja, bidimensionais e 120 a 165 ppi para o tão esperado 3D. Além disso, algo que faz muita gente gastar os dedos no buscador Google é descobrir o como é possível ver imagens em três dimensões sem óculos próprios.

  Imagem simulada da tela de LCD 3D com Touchscreen.
Fonte: Divulgação/Sharp

As telas da Sharp trabalham com a emissão de imagens diferentes para os dois olhos. Assim, quando você estiver assistindo, seu olho direito identifica a imagem emitida para ele – a mesma coisa acontece com o esquerdo. Dessa maneira, os dois compõem uma imagem tridimensional.

Para ter uma boa visão da imagem tridimensional, a empresa admite que o espectador adote a distância de 30 cm da tela. Assim, a percepção das três dimensões pode ser feita de maneira que não se perca nenhuma parte da imagem. Ainda não há previsão da chegada da tecnologia a terras brasileiras.

A Sharp deve iniciar a produção em massa das telas 3D dentro dos seis próximos meses. Mesmo assim, a empresa ainda não divulgou as metas de venda e tampouco os produtos que terão esta tecnologia. O jeito é aguardar até que as telinhas tridimensionais cheguem para podermos conferir a aposta da Sharp!

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