Um celular mais humano?

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A princípio a chamada acima pode parecer um tanto quanto estranha, mas é a pura verdade. Desenvolvido pelo pesquisador alemão Fabian Hemmert, este protótipo mostrado ao público em novembro de 2009 é fruto de anos de muito trabalho e pesquisa.

Segundo Hemmert, os humanos estão cada vez mais tecnológicos e sua ideia é fazer com que a tecnologia também fique mais humana. Com esse pensamento em mente, ele desenvolveu protótipos de aparelhos que podem ser mais interativos e moldáveis.

O primeiro conceito é trabalhar com pesos. Um mecanismo dentro do aparelho que pode dar indicações ao usuário se movimentando de um lado para o outro, alterando o centro gravitacional dentro dele.

Segundo o cientista, isso permite aliar conteúdo digital com massa. Se à primeira vista isso parece um pouco inútil, pense na vantagem trazida para uma pessoa com deficiência visual, que terá uma alternativa a mais para se guiar nas ruas da cidade.

Movimentação com pesos.


Outro conceito trazido por Hemmert é o de mudança na forma. O aparelho pode ficar mais grosso ou fino nas bordas, de acordo com o que precisa o usuário. Se você deseja assistir a um filme, por exemplo, pode criar uma base para que o aparelho fique em pé, na horizontal.  Outra finalidade seria demonstrar ao usuário, através da mudança de forma, que existem mais informações além do que é exibido na tela – como no caso de um mapa.

E por fim, Hemmert traz o conceito mais esquisito: sentimento. O aparelho pode respirar e tem até batimentos cardíacos, que são alterados de acordo com a ligação que você recebe, ou quem mandou uma mensagem. Na demonstração do pesquisador, um aparelho ofegante é acalmado com carinho, do mesmo modo que você acaricia seu cachorro.

Mudança no formato e carinho para acalmar o aparelho.


Se tudo isso parece um pouco bizarro para você, vamos pensar na tecnologia a longo prazo. Conceitos que podem não ter utilidade direta agora podem trazer muitos benefícios no futuro. É pouco provável que você possua um telefone com batimentos cardíacos, mas esta tentativa de misturar a experiência digital com a física ainda pode render bons frutos para a ciência.

Veja abaixo a apresentação do cientista alemão:

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