No início dos anos 2000, poucos brasileiros sabiam da existência do DVD, porém o tempo passou, eles tornaram-se populares e agora a era do Blu-Ray está começando. Agora, pense: quantos anos as fitas VHS reinaram soberanas?

Mais ou menos na metade dos anos 1990, os celulares do modelo “tijolo” eram artefatos que somente executivos e outras pessoas de alto poder aquisitivo poderiam possuir. Diferentemente, hoje não há quem não tenha o seu e, também, não é incomum ver pessoas andando pelas ruas com iPhones e outros modelos modernos de celular.

Em poucos anos a tecnologia que favorece o entretenimento aumentou exponencialmente. Há dez anos não era comum uma banda larga com Mbs de velocidade, nem televisões com menos de 20 cm de largura e, muito menos, sites que permitissem a qualquer usuário o envio de conteúdo (como é o caso do YouTube).

Segure-se em sua cadeira: vamos fazer uma breve viagem no tempo para relembrar as tecnologias que mais marcaram nossas vidas quando o assunto é entretenimento!

TV antigaTelevisão

Você provavelmente cresceu assistindo a programas de televisão cheios de desenhos animados e seriados de heróis que salvavam a Terra da ameaça de monstros gigantes. Contudo, naquela época era difícil quem o fizesse em televisões maiores do que 14”, 20” ou 29”. Gradativamente esses aparelhos foram ganhando telas de tamanhos maiores. Depois, o tubo foi substituído pelo LED e as telas começaram a ficar mais finas. Pesquisadores descobriram novos materiais para construí-las e a qualidade da imagem passou a aumentar: de 240i para 480p, passando por 720p/1080i e chegando a 1080p.

Concomitantemente, os tipos de mídia também evoluíram: após muitos anos, o VHS foi destronado pelo DVD; atualmente o Blu-Ray ganha mais força a cada dia e está destinado a fazer o mesmo com o DVD, a não ser que o CBHD vire o jogo. Esses formatos tornaram-se possíveis graças aos avanços na qualidade de imagem das televisões e monitores, assim como outras tecnologias.

Como exemplo, podemos pensar no sinal digital, adotado recentemente pelas emissoras brasileiras. Para você ter uma ideia de como a qualidade da imagem mudou, experimente assistir a um programa dos anos 1980 no YouTube e compare com a qualidade da imagem da versão HD de qualquer trailer de filme atual.

Outro avanço nesse sentido é o de que televisões e monitores estão cada vez mais perdendo as características que os diferenciam. Hoje é possível utilizar um monitor como televisão ao assistir a programas pelo computador, ou mesmo fazer da televisão um monitor.
Claro, ainda há certas restrições que impedem o livre uso de um aparelho como sendo o outro, mas tudo indica que isso pode vir a mudar no futuro e que, ao invés de dois aparelhos de função semelhante, tenhamos um só com a mesma.

Mídias

Da fita cassete passamos para o CD, da fita VHS para o DVD, e agora para o Blu-Ray. Do disquete passamos para discos graváveis (CDs e DVDs), em seguida para o pendrive e para o HD externo com TBs de capacidade. Enfim, os tipos de mídia para o armazenamento de músicas e vídeos mudaram, mas e a distribuição? Mudou tanto assim? E a pirataria? Ela sempre existiu?

Na década de 1990 (provavelmente nas anteriores também) se você quisesse assistir a um filme existiam três opções:

a) ia ao cinema;
b) aguardava o lançamento em VHS;
c) aguardava o lançamento de VHS do filme e procurava um “camelódromo” no qual ele estivesse sendo vendido a um preço menor do que nas lojas especializadas.

Diferentemente, hoje notamos outras possibilidades:

a) ir à loja comprar;
b) comprar o download;
c) comprar numa loja especializada e mandar entregar em casa;
d) comprar de outra pessoa num site como o Submarino;
e) realizar o download ilegal, via torrent;
f) incentivar a pirataria e comprar da primeira pessoa com DVDs piratas expostos no chão;
g) pedir para um amigo que tenha procedido de acordo com as duas últimas opções para criar uma cópia para você.

Amigo que baixa arquivos ilegalmente

Como é possível perceber, os meios de aquisição de filmes (e outros produtos) aumentaram em número, tanto os legais quanto os ilegais. Isso é como uma faca de dois gumes: por um lado as empresas ganham dinheiro com a venda de downloads e a facilidade de vender de modo geral, e pelo outro a tecnologia oferece maneiras de “piratear” vários produtos.

No fim das contas quem perde são os artistas. Bom, todos nós sabemos que a pirataria não é algo legal (nos dois sentidos da palavra), então não há porque continuar dando “lição de moral” sobre ela: o assunto principal é outro.

Resumidamente, as formas de se adquirir produtos agora são várias e você nem sequer precisa mais sair de casa para isso: você pode tanto encomendá-los como baixá-los. Tais possibilidades valem para basicamente qualquer coisa, seja um filme, um computador ou mesmo um software.

Por outro lado, com o advento do YouTube tornou-se possível assistir a quase qualquer tipo de vídeo de, basicamente, qualquer época. Inclusive, para muitos, o YouTube substituiu a televisão. Contudo, algo que nem todo mundo sabe é que nada disso seria possível sem a evolução dos formatos de compactação de vídeo. Como exemplo, podemos citar o MPEG-4, capaz de diminuir bastante o tamanho de gravações em vídeo e possibilitar a criação de algo como o YouTube.

Computador

Como você pode perceber com o artigo “Frases impactantes sobre tecnologia e informática”, profecias como “No futuro, os computadores podem pesar não mais que 1.5 toneladas” são totalmente furadas. Se você acompanha as novidades do Baixaki, já deve ter lido o artigo “Ultrafinos, Ultraportáteis, Ultraleves”, o qual serve de argumento para a negação da profecia citada.

Das antigasOs computadores deixaram de ser apenas calculadoras gigantes para se tornarem ferramentas ubíquas, ou seja, você pode fazer quase tudo o que quiser o usando. Assim como em qualquer outra tecnologia, muitos esforços foram empregados para possibilitar aquilo que vemos hoje, seja um disco rígido de 2 TB, ou a placa de vídeo mais poderoso do momento.

Entretanto, se não fosse pela internet, provavelmente os computadores não teriam adquirido tamanha relevância para as pessoas normais (antigamente somente a elite, as Forças Armadas e os profissionais da área das Ciências da Computação utilizavam computadores). De certa forma, podemos dizer que se a internet não existisse os tempos de hoje seriam algo bastante parecido com os anos 1980.

A internet possibilitou uma interação entre as pessoas a nível mundial: profissionais das mais diversas áreas e países passaram a poder trocar ideias entre si sem depender da publicação de revistas científicas (o que poderia demorar meses). Inclusive, através de um email um professor de universidade poderia receber a ajuda de outro durante uma pesquisa, gerando um resultado totalmente diferente daquele alcançado caso ele a fizesse totalmente sozinho.

De forma geral, a internet contribuiu para agilizar o processo de troca de informações. Hoje em dia podemos saber o que acontece em outro país em tempo real, algo digno de filmes de ficção científica dos anos 1970! Um exemplo, por mais que de mau gosto, seria a transmissão ao vivo do “Onze de Setembro”. Isto é, as informações não demoram mais meses para chegar de um país ao outro, mas sim segundos. Basta uma testemunha para que a notícia corra o mundo (alguém aí se lembrou do Twitter?).

Tweets de antigamente

Contudo, a velocidade com que tais informações precisavam ser transmitidas também acabou ajudando para o desenvolvimento da internet. Surgiu assim a “banda larga”. Com ela, novas possibilidades foram descobertas e, juntamente com o aumento da capacidade de placas de vídeo, pentes de memória RAM e discos rígidos, o tamanho e a qualidade dos arquivos pode aumentar.

Por exemplo, na internet discada você demoraria horas para baixar um vídeo de 20 MB, enquanto na banda larga apenas minutos. Outra diferença seria a qualidade desse vídeo em épocas diferentes: um vídeo de 20 MB anos atrás tinha uma qualidade muito inferior à daquele de mesmo tamanho atualmente. Tudo isso devido às tecnologias de compressão criadas ao longo do tempo.

Com o passar dos anos e o desenvolvimento de novas tecnologias, aquelas consideradas obsoletas eram deixadas de lado. Resultado? Tornaram-se mais baratas! Isso fez com que pessoas das classes C e D também pudessem começar a aproveitar os benefícios da internet, por mais que da maneira mais básica possível.

Mais gente usando a internet resultou numa maior procura por informações e produtos. Conhece a “Lei da Oferta e Procura”? Pois bem, aconteceu algo bem nesse sentido com a internet. A maior procura por informação gerou uma maior oferta. Dessa forma, várias novas ideias começaram a surgir: compras online, sites de busca, enciclopédias, sites de fãs, entre diversas outras.

A internet em qualquer lugar

Mas, se for possível afirmar que algo cresceu em procura, é o Orkut. É difícil encontrar um único brasileiro, com acesso à internet, que já não tenha criado uma conta no serviço (mesmo que a tenha apagado depois). Na verdade, não só o Orkut, mas redes sociais de maneira geral.

Podemos fazer uma linha do tempo, uma sequência de fatos e serviços que culminou na criação das redes sociais: salas de bate-papo, mensageiros instantâneos, blogs e fotologs. Mas algo que revolucionou a internet, hoje totalmente trivial, é o sistema de comentários.

No início da internet as páginas eram fixas, nada era alterável pelo usuário. Com o tempo surgiram os livros de visita, possibilitando ao usuário deixar uma mensagem ao dono do site. Em seguida apareceram os fóruns dos sites e, então, os comentários diretos. Surgia o conceito de web 2.0.

De certa forma, os comentários são o modo como o usuário pode alterar o conteúdo de um site, pois ao deixar uma opinião bem formada e oposta ao que está escrito, ele enriquece o conteúdo e ajuda a expandir os conhecimentos de ambas as partes (usuários e webmasters). Enfim, juntando todas essas possibilidades num só serviço, surgiram as redes sociais.

Jogos

Levando um pouco mais além o conceito “redes sociais”, podemos perceber a sua perfeita aplicação dentro dos jogos, os MMOs. Neles você tem basicamente as mesmas características de um “Orkut”, porém a diferença é que você está dentro de um jogo e pode interagir “pseudofisicamente” com os outros personagens. Em outras palavras: é como se você estivesse encontrando os outros jogadores “ao vivo”.

Se pararmos para pensar, anos atrás não havia muitas maneiras de jogar juntamente com outras pessoas. O máximo que você podia fazer era usar vários controles no mesmo console, ou então conectar-se via LAN com outros computadores. Tomando isso como base, certamente podemos afirmar que a internet gerou a “união” entre os jogadores: não era mais necessário estar no mesmo cômodo que o outro jogador para jogar com ou contra ele.

Competição amigável

Juntamente com a evolução de diversas outras tecnologias, os jogos puderam tornar-se cada vez mais interativos e possuir gráficos mais e mais realistas. Com a internet com bandas mais velozes, os jogos puderam se desenvolver até o nível de precisão que temos hoje. Mas, principalmente, a possibilidade de jogar online mudou totalmente o foco da indústria dos games: hoje os jogos que não possuem modo multiplayer perdem valor quando comparados aos que o têm.

Falando sobre interação entre jogadores, um console que leva isso a sério é o Wii, pois procura trazer a interatividade, antes exclusivamente virtual, para o mundo real. O mesmo acontece com jogos como Guitar Hero e Dance Dance Revolution.

Queremos sua ajuda!

Caro usuário, como você pode perceber neste texto, muitas coisas foram deixadas de lado e tantas outras não receberam uma avaliação mais profunda ou técnica. O que procuramos fazer aqui foi um apanhado geral sobre como a tecnologia alterou o entretenimento nos últimos anos e, por consequência, a maneira como você vive a sua vida.

Vamos lá, deixe seu testemunho sobre como os avanços tecnológicos recentes mudaram a sua vida!

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