Tem se tornado cada vez mais comum ver emissoras de televisão investindo no uso de tecnologias para as suas produções. A Globo, por exemplo, está dando cada vez mais atenção ao assunto, e uma prova disso é o que o público terá a oportunidade de ver a partir do dia 4 de janeiro, data prevista para a estreia da série “Ligações Perigosas”, que também estará disponível na Globo Play. 

A equipe do TecMundo teve a oportunidade de participar de uma cabine realizada em São Paulo nesta quarta-feira (16) onde, além de conferir dois episódios que serão exibidos para o público a partir do próximo mês, também tomamos conhecimento de como a tecnologia fará parte da nova produção da emissora. 

Intrigas e problemas à vista 

“Ligações Perigosas” é uma adaptação do clássico francês “Les liaisons dangereuses”, escrito por Choderlos de Laclos. Na história, diversos personagens têm suas vidas entrelaçadas num esquema que envolve vingança, disputa por poder e até mesmo um pouco de safadeza. Tudo isso será ambientado na década de 20, e o enredo será focado nos personagens Augusto e Isabel (vividos por Selton Mello e Patrícia Pillar, respectivamente). 

Amigos de longa data, Augusto e Isabel mostram, já no primeiro episódio, que possuem uma relação que vai um pouco além disso. Ambos são amantes e não perdem a oportunidade de fazerem apostas que geralmente envolvem outras pessoas e nem sempre terminam como um deles planejou.

Selton Mello e Patrícia Pillar, os protagonistas de "Ligações Perigosas"

O enredo mostrado aqui basicamente se desdobra quando, em uma dessas apostas, Isabel lança a proposta de uma corrida para ver quem consegue realizar uma das seguintes ações primeiro: ela vai tentar corromper sua sobrinha Cecília (interpretada por Alice Wegmann), que está prometida em casamento a Heitor (vivido por Leopoldo Pacheco), enquanto Augusto vai usar todos os seus recursos para seduzir Mariana, uma devota fervorosa interpretada por Marjorie Estiano. 

Esse será o pontapé inicial para o desdobramento da trama, que promete, ao longo de seus dez episódios, momentos mais quentes e outros mostrando que algumas pessoas são capazes dos golpes mais baixos para alcançar seus objetivos. 

O poder da tecnologia 

Tão importante quanto dar uma ideia de qual será o enredo da série é a informação de que há vários recursos tecnológicos envolvidos na produção de “Ligações Perigosas”. Um deles, por exemplo, é que a emissora recorreu a certas técnicas para criar elementos que compõem algumas cenas vistas na adaptação. 

No primeiro episódio, por exemplo, há uma cena em um teatro lotado que, na verdade, não estava tão cheio assim durante as gravações. Na verdade, tudo que será visto não passa de preenchimento feito com computação gráfica para que vários dos espaços vazios fossem ocupados por pessoas diferentes das que estavam na figuração – e, aparentemente, sem repetir rostos. 

Outro detalhe é que recriar uma cidade cinematográfica de época certamente seria algo caro para uma série que possui apenas dez episódios. Logo, a saída foi recorrer a programas de edição capazes de dar vida a pontos importantes, como ruas e casas. Até mesmo um navio e um elefante entram nessa brincadeira. 

E, se a essa altura, você está curioso por conta da menção de um animal, não se espante: em um dos episódios, um elefante construído com ajuda de um software específico será visto por alguns segundos. Isso despertou nossa curiosidade, portanto perguntamos a Paulo Rabello, diretor de tecnologia para entretenimento da Globo, se ele era o mesmo utilizado para criar o leão Aslam de “As Crônicas de Nárnia”. “Não, utilizamos um software diferente para conseguir esse resultado”, revelou o funcionário da Globo.

Resultado do elefante visto em "Ligações Perigosas" não ficou muito distante de Aslam, de "As Crônicas de Nárnia"

Outro detalhe mencionado pelo diretor de tecnologia está relacionado ao espaço para armazenar o conteúdo da série. Como ela foi gravada totalmente em 4K, o material bruto, sem qualquer tipo de edição, precisa de 400 TB de espaço de armazenamento. Vale lembrar, estamos falando de uma série de dez capítulos – e, nas palavras de Rabello, “esse é o mesmo espaço utilizado para guardar uma novela inteira e pronta para ser exibida”. 

Por fim, também houve a menção de que, atualmente, a Globo conta com 45 câmeras capazes de gravar material em 4K. Como elas serão usadas futuramente? Isso só o tempo poderá responder.

Você acredita que todas as emissoras vão investir em conteúdo 4k num futuro próximo? Comente no Fórum do TecMundo

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