Poucos meios de comunicação transformaram tanto o mundo quanto a televisão e a internet. Enquanto a primeira proporcionou um novo jeito de olhar o mundo desde a metade do século passado, a internet mudou a forma de as pessoas se comunicarem, rompendo barreiras e tornando qualquer ponto do planeta próximo em questão de segundos.

Opções, tanto em uma quanto em outra, não faltam. Enquanto a televisão é o meio de comunicação com maior número de usuários e maior impacto sobre a população brasileira, a internet além do entretenimento é capaz de servir também como uma ferramenta de trabalho.

Hoje, é impossível imaginar o mundo sem as duas tecnologias. No entanto, embora complementares, ambas concorrem diretamente na preferência do público. Em função de qual delas você passa mais tempo? Qual das duas é mais importante em sua vida?

O Baixaki colocou estas duas grandes armas frente a frente num ringue e levantou os principais pontos positivos e negativos de cada uma. Televisão versus internet, qual das duas sairá vencedora deste embate?

Conhecendo os lutadores

No canto esquerdo do ringue está a quase centenária televisão. Surgido na década de 20, o aparelho bateu de frente com o rádio e acabou se popularizando no mundo todo a partir da década de 50. Até meados do ano 2000 tudo o que de mais importante aconteceu no mundo chegou aos espectadores por meio da telinha da TV.

Embora tenha perdido parte de sua popularidade com a chegada da internet, a televisão ainda hoje reina absoluta nos lares brasileiros, chegando a nada menos que 99% da população. Com novas tecnologias e telas cada vez maiores e com maior definição, o meio é um concorrente de peso na preferência do espectador.

Do outro lado do ringue está a cada vez mais onipresente internet. Nascida na década de 90, a rede mundial de computadores foi a grande responsável por uma verdadeira revolução no mundo das comunicações. Com ela qualquer usuário atravessa o planeta em questão de segundos com apenas um clique.

Junto com o seu crescimento a internet também trouxe novos serviços, como transmissão de áudio, vídeo, games, livros e uma quantidade tão grande de conteúdo que seria impossível acessar em vida a tudo o que já existe disponível sobre determinados assuntos. Os lutadores se aproximam, soa o gongo e começa o embate!

Round 1: variedade

Durante muitos anos a televisão foi praticamente a única maneira pela qual os usuários podiam ver, em tempo real, as novidades que estavam acontecendo do outro lado do mundo. A chegada do homem à Lua, as grandes transmissões esportivas, a queda do muro de Berlim e a guerra no Iraque foram apenas alguns dos eventos que mobilizaram multidões diante dos aparelhos.

Porém, quase 20 anos depois da chegada da internet o panorama mudou completamente. A notícia que antes chegava em primeira mão pela televisão agora aparece em tempo real e é emitida pelos próprios usuários, por meio das muitas redes sociais e serviços de microblog existentes.

A quantidade de conteúdo disponível online é imensurável. Hoje em dia é possível achar informações sobre qualquer assunto, com direito a multiplicidade de fontes e possibilidade de entrar em contato direto com o autor para esclarecer dúvidas ou mesmo iniciar um debate.

Já a TV apostou em outro caminho. Com as emissoras de TV aberta oferecendo um misto de entretenimento e resumo do que de mais importante acontece, a aposta foi segmentar a audiência, em especial nas TVs a cabo. Assim temos hoje programas para nichos específicos de público, como fazendeiros, estilistas, cinéfilos ou religiosos.

Round 2: qualidade

Por mais simples que seja, um programa de televisão necessita de uma produção maior. Cinegrafista, estúdio, ilha de edição e profissionais que se expressem bem no vídeo são apenas alguns dos pré-requisitos para levar um programa ao ar. Tanta preocupação acaba resultando em melhor qualidade de imagem e um produto mais agradável de ser visto.

Por outro lado, na televisão o tempo ainda é um grande inimigo. Ver um determinado conteúdo na hora em que bem entender ainda é uma opção para poucos usuários. Por ser mais abrangente, as informações passadas na televisão precisam necessariamente ser mais didáticas - o que resulta em assuntos abordados de maneira mais superficial.

A internet, por outro lado, funciona como um grande banco de dados em que o espectador pode acessar, à hora em que bem entender, a programação que deseja. Além disso, caso necessite, poderá fazer uma pausa quando quiser e retomar um vídeo, um texto ou uma entrevista em áudio do ponto em que parou.

A simplicidade de transmissão da web faz com que qualquer usuário com uma webcam, por exemplo, transmita em tempo real informações para um público específico. O custo operacional da web é menor. No entanto, em termos de qualidade de imagem, o resultado final oferecido pela televisão ainda é superior.

Round 3: facilidade de acesso

Na prática, é possível assistir à programação de televisão tanto na internet quanto no seu aparelho de TV. Porém a diferença é que no primeiro caso é preciso que você tenha um conhecimento básico de informática para chegar até um aplicativo do gênero, executá-lo e selecionar a emissora.

Já no caso do aparelho de TV tudo o que o usuário precisa fazer é apertar um botão para ligar. A praticidade da televisão em relação à internet é um fator determinante para que usuários, em especial aqueles sem condições de pagar pelo acesso ou que não possuem um conhecimento restrito em internet, nem sequer cogitem a rede mundial de computadores como concorrente.

Da mesma forma, a televisão do futuro deverá trazer entre as suas opções a possibilidade de o usuário acessar a internet a partir do controle remoto. A experiência deve tornar a web muito mais intuitiva e próxima do cotidiano do público não familiarizado com a rede.

Com isso, além da programação de TV aberta e a cabo, será possível conferir o conteúdo de emissoras do mundo todo e, inclusive, de emissoras criadas por usuários. A variedade de canais deixará de ser uma exclusividade do computador e passará a figurar no aparelho de TV da sala.

Round 4: interatividade

Uma das principais características que contribui para o avanço da internet foi a maneira com que a programação ou o conteúdo eram apresentados para o público. Ao invés de o espectador ficar à mercê daquilo que uma emissora julga conveniente, o próprio usuário escolhe o que quer ver quando bem entender.

Isso, no entanto, mudou bastante nos últimos anos. Muitas emissoras já permitem que o usuário escolha quais programas deseja ver e na hora que bem entender. No entanto esse recurso é limitado e o espectador ainda assim fica refém da seleção de conteúdos que o canal apresenta.

Os próximos aparelhos de TV devem ganhar a internet como aliada e, a partir do controle remoto, p usuário acessará seus sites favoritos e visualizará o mesmo conteúdo disponível no computador. A diferença fica por conta da mobilidade, afinal ninguém vai sair por aí carregando um aparelho de TV.

Já na internet as possibilidades são praticamente infinitas. Além de escolher a quais vídeos assistir, sobre os mais variados assuntos, é possível ainda comentar, editar, compartilhar o conteúdo com amigos e, em alguns casos, tornar-se parte do assunto, como nas transmissões via streaming.

Round 5: custos

A questão do custo é ainda um dos maiores diferenciais em prol das televisões. É possível comprar um aparelho simples por menos de R$ 500. Além disso, a programação da TV aberta oferece ao menos uma dezena de canais sem custo algum.

Para aqueles que desejarem mais opções em emissoras, as operadoras de TV por assinatura oferecem pacotes a partir de R$ 30 mensais. Some-se a isso o fato que para ligar um televisor não é preciso ter conhecimento técnico nenhum e o resultado é o meio de comunicação mais influente no país.

Já com a internet a situação não é tão simples. Antes de tudo é preciso adquirir um computador de qualidade razoável, algo que não sai por menos de R$ 800. O acesso até pode ser feito via internet discada, no entanto a qualidade fica seriamente comprometida.

Os planos de banda larga ainda não alcançam todas as cidades do país e mesmo nas grandes capitais há regiões não contempladas pelo cabeamento. A internet 3G é uma opção, porém seu custo é mais elevado, tornando-a inacessível para boa parte da população.

Finalmente, ligar um computador e procurar pela programação desejada requer um conhecimento básico de informática, algo que ainda não é realidade para muitos no país.

Round final: a escolha do usuário

E você, caro leitor, para qual dos lados daria a vitória neste combate? Você prefere internet ou televisão? Participe deixando a sua opinião nos comentários.

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