(Fonte da imagem: Reprodução/Yeski)

Que as televisões estão deixando de ser exclusivamente receptoras de imagens, isso já é um fato consumado. Cada vez mais interativas e conectadas, as Smart TVs hoje contam com acesso à rede mundial de computadores e aplicativos desenvolvidos especialmente para elas.

Com tantas funções e formas de interagir, era natural que novos controles – mais modernos, avançados e completos – aparecessem juntamente com os modelos. Porém, eles estão se tornando tão complexos que mais parecem um painel de controle de avião, repleto de botões que muitas vezes os usuários não sabem para que servem.

Mas há outro caminho: as novas televisões inteligentes estão chegando acompanhadas de sensores de movimento e som para que possamos comandá-las com voz e gestos, além de aplicativos para smartphones e tablets. Seria essa uma mudança definitiva que pode transformar a maneira como controlamos nossas TVs?

A lição dos video games

(Fonte da imagem: Reprodução/Xbox Arcade)

Se compararmos com o mundo dos video games, podemos afirmar que o futuro pode não ser exatamente esse. O Wii iniciou uma revolução com o seu sensor que captava o movimento dos controles e foi seguido pelo Xbox e seu Kinect, que dispensaram totalmente o uso do controle ao captar os movimentos do corpo.

Mas o aparelho que fez muito barulho acabou não vingando tanto quanto o esperado: o Kinect chegou em 2010 com a promessa de mudar a forma como jogamos video game, mas o máximo que vimos foi um periférico caro usado para pular na frente da TV.

Talvez essa comparação não seja justa, já que o Kinect transforma você no próprio controle, algo que não acontecerá com o sensor de gestos da televisão – você vai apenas realizar operações básicas como aumentar volume, trocar de canal ou desligar a TV.

Porém, isso é um sinal de que o abandono de periféricos não é necessariamente o futuro dos controles remotos – tal como aconteceu com os video games. O Xbox já provou isso e o vindouro Wii U segue no mesmo caminho, apresentando um controle ainda mais avançado em formato de tablet – e não um dispositivo que reconhece os movimentos do corpo. Esse é o caminho para as televisões?

Substituir ou complementar

(Fonte da imagem: Reprodução/Planet Tech)

Durante a IFA de 2012 – a maior feira de eletrônicos da Europa, na qual o Tecmundo esteve presente –, o pessoal do Gizmodo analisou alguns modelos de Smart TV da Samsung. Eles consideraram o controle de gesto estranho de usar e pouco natural. Até uma demonstração de Angry Birds foi feita totalmente controlada por gestos, mas a captação dos movimentos não respondia muito bem.

O comando por voz também parece ainda inacabado. Mesmo em uma sala com pouco ruído, era preciso falar mais alto do que o normal. O controle remoto também tinha um microfone embutido para facilitar o reconhecimento, mas nem isso ajudou.

Ainda que esses dois recursos de voz sejam aprimorados e funcionem corretamente, é difícil acreditar que eles possam substituir o controle remoto futuramente. Com a enorme gama de funções que as Smart TVs vêm ganhando ultimamente, o possível cenário é que eles possam ser usados apenas como complementos ao clássico periférico.

O controle do futuro pode ser touch

(Fonte da imagem: Reprodução/Wired)

Um provável cenário é que os próprios tablets e smartphones sejam usados como controles. Eles já estão substituindo o controle remoto atualmente em algumas funções, mas ainda precisam ser aprimorados para que possam ser considerados seus sucessores de forma completa.

Com trackpads e opções diversas, alguns aplicativos para iOS e Android já dão o tom do caminho que deverá ser seguido futuramente pelos controles de Smart TVs. Mas nada se compara ao que foi apresentado pela Nintendo com o vindouro Wii U: a empresa japonesa irá lançar com o console a TVii, um conceito que pode redefinir o futuro da televisão.

O novo recurso funciona de maneira similar a outros aparelhos, como Apple TV e Google TV, ao trazer a possibilidade de conexão a vários serviços de streaming, como Netflix e Hulu, além de oferecer a opção de aquisição de conteúdos individuais.

O mais legal desse novo sistema são as grandes possibilidades que o novo controle traz consigo. Será possível escolher filmes, comentar sobre a programação em redes sociais, visualizar dados exclusivos de programas – tudo através da tela sensível ao toque presente no GamePad.

O Smart Glass, da Microsoft, segue o mesmo caminho. A combinação do video game da Microsoft mais um tablet ou smartphone deverá criar novas interações entre a TV e o telespectador.

Há exemplos práticos para os dois sistemas: enquanto você assistir a Game of Thrones, poderá conferir um mapa de Westerors com indicações dos locais onde se desenvolve a cena atual, dados dos personagens e muito mais. Também será possível ver a escalação de jogadores durante uma partida de futebol, estatísticas sobre os times e jogadores e a classificação dos clubes no campeonato.

Adeus, remoto

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)

Será mesmo que o bom e velho dispositivo usado para mudar canais vai arrumar um sucessor à altura? Parece que sim, mas não apenas um, e sim vários. A combinação de tablets, smartphones, controles de video game, gestos e voz deve substituir em conjunto o controle remoto.

Mas é provável que toda televisão, por mais moderna que ela seja, venha ainda equipada com o periférico. Existirá ainda uma grande parte de usuários que vai querer apenas assistir a televisão da forma “clássica”, sem grandes tecnologias envolvidas no meio.

Outro detalhe importante é que fica improvável acreditar que as empresas acrescentarão telas aos controles remotos dos seus televisores sob o risco de tornar o produto muito caro. Então o jeito é usar gadgets que já temos (ou teremos) em casa, como tablets, smartphones e video games.

A televisão vive uma das maiores revoluções de toda sua história, com a participação cada vez mais ativa do telespectador, novas tecnologias sendo inseridas e diversas possibilidades de interação. E o controle remoto deverá se tornar cada vez mais irrelevante ao longo dos anos, um periférico subutilizado e cada vez mais abandonado – e não um controle recheado de recursos.

E você? Concorda com essa opinião?

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