(Fonte da imagem: Reprodução/The Economist)

A crise da telecomunicação que o Brasil passou nas últimas semanas foi tão intensa que chamou a atenção até mesmo da imprensa internacional. Após as principais operadoras de telefonia celular terem sido proibidas de vender novos chips no país, o jornal norte-americano The Economist trouxe um extenso artigo sobre a situação.

Intitulado de “O próximo grande blecaute?”, o texto trata exatamente de como a maior nação da América Latina se vê diante da falta de investimentos em um setor que cresce a cada ano em todo o mundo. Mais do que isso, a página ainda questiona se realmente estamos preparados para receber eventos de porte global, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

De acordo com o jornal, os Jogos Olímpicos de Londres já exigiram sete vezes mais banda larga do que a edição de 2008, o que significa que há um crescimento constante e que precisa ser levado em consideração nos próximos anos. Exemplo disso é que, até lá, as redes 4G devem estar em pleno funcionamento.

Entre os outros argumentos usados, temos aquilo que todo brasileiro já está cansado de saber — e vivenciar —: a falta de investimentos em qualidade e a luta por novos clientes, que nem sempre veem o prometido serviço funcionar como deveria. Para ilustrar a questão, ele utiliza a chamada “guerra de preços”, estratégia iniciada pela TIM em 2009 que atraiu milhões de consumidores, mas que não fez nada para melhorar a condição das linhas a fim de suportar a nova demanda.

Nem mesmo os dados do Procon foram ignorados, lembrando que o setor de telefonia móvel é, por anos, o líder em termos de reclamação. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também foi alvo das críticas internacionais, que alegaram que o órgão não está sendo capaz de fiscalizar as companhias como deveria.

Fonte: The Economist

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