(Fonte da imagem: Reprodução/Fique Ligado Anatel)

A Anatel está estudando soluções para salvar os telefones públicos brasileiros, popularmente conhecidos como orelhões. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações, a instalação e a manutenção dos aparelhos é responsabilidade das empresas de telefonia fixa. Contudo, com altos índices de vandalismo e um número cada vez menor de consumidores, as empresas alegam que não estão conseguindo bancar os custos dos serviços.

Nos últimos quatro anos, o uso dos orelhões da Oi, que possui cerca de 750 mil aparelhos instalados em todo o país, caiu pelo menos 40%. Para que os telefones públicos deixem de ser produtos dispendiosos, as operadoras solicitaram junto à Agência a autorização para explorar os espaços internos dos orelhões com publicidade.

Outra sugestão das operadoras é a inclusão de uma gravação publicitária nas ligações. Assim, enquanto espera completar a chamada, o consumidor ouviria uma propaganda por meio de uma mensagem gravada. Além disso, uma proposta polêmica pode colocar prazo de validade nos créditos de um cartão telefônico, a exemplo do que já acontece com os créditos para celular.

O primeiro passo tomado pela Anatel, antes de analisar as propostas, será o de fazer um mapeamento de todos os telefones públicos existentes no país. Para isso, a Agência deve lançar um projeto chamado “Fique Ligado!”, uma espécie de Google Maps dos orelhões, já no ar em fase de testes. O mapa indicará quais aparelhos estão funcionando e quais não estão.

As informações serão fornecidas pelas operadoras e, caso o consumidor encontre algo diferente no mapa do que realmente acontece na realidade, poderá acionar os órgãos de defesa. Será que os orelhões vão resistir à queda cada vez mais acentuada na utilização?

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