Sabe aquele monte de propaganda que aparece enquanto você está navegando tranquilamente no seu celular? Segundo dados levantados pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), ele é responsável pelo gasto de 40% do seu pacote de internet móvel.

“Todo anúncio que recebemos sem solicitar está consumindo dados da mesma forma. O consumidor tem que ficar atento, entender que ele não solicitou aquilo, mas está pagando”, comentou Eduardo Levy, presidente-executivo da Federação Brasileira de Telecomunicações (Febratel).

Somado à informação da perda do pacote de dados com propagandas, também houve a menção de que 50% dos valores gastos com serviços para celulares estão ligados a impostos, taxas e tributações. Usando o estado de Rondônia como exemplo, Levy mencionou que se o cliente gasta R$ 10 em crédito, R$ 4,07 estão relacionados a tributos (por lá, essa cota é de 40,65%). Com isso, sobram R$ 5,93, e desse montante R$ 2,37 é abocanhado pela publicidade.

Você imaginou que os gastos com internet móvel eram tão altos assim?

Cenário não muito animador

Como se as notícias acima já não fossem “boas” o bastante, um levantamento feito pela consultoria Teleco mostrou que, de 18 países que concentram 55% da população mundial e apresentam relevância no mercado de telecomunicações, o Brasil tem a maior carga tributária. Além disso, 43% da receita líquida das empresas que prestam serviço de voz do celular são gastos com tributos (quase o dobro do segundo colocado, a Argentina, onde esse valor é de 26%).

Mesmo com esse cenário, a telefonia móvel no Brasil continua crescendo, já que no mês de setembro havia mais de 251 milhões de linhas ativas por aqui. Desse montante, 29,28%  estavam associadas à Vivo, 25,30 para a Claro, 25,2% com a TIM e 18,47% da parcela para a Oi. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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