O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou recentemente a compra da GVT pelo grupo Telefônica no Brasil, contanto que as companhias cumpram certos requisitos para fechar o negócio. A transação foi fechada em setembro de 2014, depois que as duas firmaram um acordo para negociar sem a interferência de outras corporações – e desde então esperavam a autorização do órgão antitruste.

Entre as condições do Cade está o fato de que a Telefônica terá que deixar de fazer parte do capital da Telecom Italia dentro dos quatro primeiros meses após a assinatura da proposta final. Outro requisito estabelecido pela instituição é que a empresa francesa Vivendi, que era a dona da GVT, será obrigada a vender gradualmente parte de suas ações da companhia brasileira – a quantidade exata, no entanto, não foi divulgada pelo órgão.

O valor da aquisição foi de 4,6 bilhões € (em torno de R$ 16,1 bilhões), mas a Vivendi também recebe como parte da negociação 12% das ações da Telefônica do Brasil após sua integração com a GVT. Além disso, a francesa terá que adquirir os 1,1 bilhão de papéis da Telecom Italia referentes à participação da brasileira e precisará ainda ceder 4,5% do capital a que teria direito da empresa que vai resultar da integração.

Sinal verde

Com a liberação do Cade, a Telefônica do Brasil está autorizada a iniciar a junção dos serviços da sua operadora móvel, a Vivo, e da GVT. Quando a integração estiver concluída, o atual fundador e CEO da empresa adquirida, o israelense Amos Genish, deve assumir a liderança da companhia resultante. A previsão é que o processo seja completado até a metade deste ano.

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