Você está satisfeito com o preço que paga pelo minuto da ligação em seu telefone celular? E se disséssemos que um estudo aponta que o Brasil oferece o 119° serviço mais caro neste segmento levando em consideração um total de 166 países? E se, por outro lado, contássemos que, em outro levantamento, nosso amado país ocupa a quarta posição? Estranho, não é mesmo? Nós explicamos.

Nesta segunda-feira, dia 24 de novembro, a União Internacional de Telecomunicações (UIT) divulgou o seu estudo relativo ao preço praticado pelo minuto de ligação pelo celular em 166 países. De acordo com os resultados desse levantamento, o Brasil não está nada bem, ocupando a centésima décima nona posição neste ranking.

Entretanto, segundo o SindiTelebrasil, órgão que representa as empresas prestadoras desse serviço, o nosso país, na verdade, ocupa a quarta posição nessa classificação. De acordo com o sindicato, a metodologia e os dados utilizados pela UIT, por estarem defasados, fazem com que o Brasil não consiga uma boa posição no ranking.

Resultados divergentes

Os dados apresentados pelos dois estudos são bastante divergentes. Segundo a UIT, a média de um serviço básico pré-pago, composto por 30 ligações e 100 mensagens de textos por mês, custa US$ 38,32 (aproximadamente R$ 120). No entanto, segundo o SindiTelebrasil, o mesmo serviço, na realidade, ocasiona um rombo bem menor aos bolsos do brasileiros: US$ 16,9 (aproximadamente R$ 42).

Quando o cenário muda para os serviços de telefonia fixa, o Brasil melhora um pouco no ranking, ocupando a 110° posição entre os 166 países. Um pacote que oferece recursos específicos para essa classe de serviço custa para os brasileiros, em média, US$ 24,43 (aproximadamente R$ 60). Quando considerado a banda larga fixa, nosso país ocupa a 81° do ranking.

4° x 119°? O que justifica essa diferença?

“Apesar daquilo que UIT divulga estar correto, isso não representa a realidade”, conta Eduardo Levy, diretor-executivo do SindiTelebrasil. Segundo o figurão, o erro está em levar em consideração os valores homologados nos mais diferentes países. Por aqui, estes números são artificialmente inflados.

“É como os preços que os hotéis apresentam no balcão, quatro ou cinco vezes maiores que o valor a ser pago por alguém que fez uma reserva com antecedência”, explica Levy. “No Brasil, temos 278 milhões de clientes e uma infinidade de planos que faz com que o preço real do minuto de ligação seja bem mais barato do que foi apontado pelo UIT”. E aí, em quem devemos confiar, no final das contas?

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