Em uma conferência sobre telecomunicações na Espanha, o presidente do Conselho Executivo da Telefónica, Cézar Alierta, disse a jornalistas que sua empresa deve se desfazer da participação que tem na Telecom Itália assim que terminar as negociações da compra da operadora brasileira GVT.

A medida, segundo a Reuters, será adotada porque as relações entre a Telefônica e a Telecom Itália ficaram bastante abaladas quando a espanhola venceu a italiana nas negociações com a GVT, que atualmente pertence à Vivendi.

Fim dos problemas

A proposta da Telefônica pela operadora brasileira era consideravelmente maior que a da Telecom Itália e ainda resultaria em mais “dinheiro vivo” para a Vivendi. Fora isso, a Telefónica ofereceu para a dona da GVT toda a sua participação na Telecom Itália. Dessa forma, o imbróglio no setor de telecomunicações no Brasil e na Europa seria praticamente resolvido.

Isso porque a Vivo, líder em telefonia celular no país, é controlada pela Telefônica, a mesma empresa que adquiriu 8,3% das ações da Telecom Itália, dona da TIM Brasil. Essa última é inclusive a segunda maior operadora de celular em nosso país, e, por isso, não poderia fazer parte do mesmo grupo controlador da Vivo, segundo as regras macroeconômicas brasileiras.

Com a finalização da compra da GVT pela Telefônica, a Vivendi poderia aceitar como parte do pagamento os 8,3% da Telecom Itália que estão com a espanhola e, com isso, o problema “Vivo + TIM” desapareceria. Ainda assim, como essas negociações de venda ainda não estão concluídas, não é possível afirmar que o pagamento será mesmo feito dessa forma.

“Após a operação da GVT, a mensagem é clara: não queremos permanecer na Telecom Itália” disse Alierta ao finalizar suas explicações.

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