Uma espécie de borboleta da América Central conhecida como “Glasswing Butterfly” pode ser a chave para o fim das telas com alto nível de reflexão em smartphones, tablets, notebooks e outros aparelhos eletrônicos. Essa criaturinha tem a maior parte das suas asas translúcida e inspirou um estudo de um grupo de pesquisadores alemães. O motivo para isso é que as asas dessa borboleta praticamente não refletem luz.

Isso é muito curioso especialmente pelo fato de que toda superfície transparente artificial, como vidro e outros materiais, são altamente reflexivas caso não recebam algum tipo de tratamento. O vidro, por exemplo, em seu estado bruto pode refletir de 80% a 100% de toda a luz que encontra sua superfície. Nos casos mais extremos, as assas da Glasswing Butterfly refletem de 2% a 5%. Ou seja, é uma diferença absurda.

Glasswing Butterfly

Com essa baixa taxa de reflexividade, essa borboleta consegue sobreviver sem ser percebida com facilidade por pássaros e outros predadores. Além disso, suas asas ainda são hidrofóbicas, repelindo água e outros líquidos com muita facilidade.

Essas propriedades são alcançadas graças a uma estrutura microscópica irregular que se forma nas assas da Glasswing Butterfly. Os pesquisadores alemães do Instituo de Tecnologia de Karlsruhe estão tentado desenvolver um material sintético que imite as asas da borboleta e que possa ser utilizado em aparelhos como smartphones, tablets e notebooks para melhorar a usabilidade sem aumentar ainda mais o nível de brilho dos displays atuais.

A pesquisa ainda está em fase inicial, tendo o grupo publicado apenas sua descoberta na revista Nature. Por isso, ainda não há uma previsão de quando esse material estará disponível no mercado definitivamente.

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