(Fonte da imagem: Reprodução/AnneRoudaut.fr)

Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, publicaram um artigo científico como parte do resultado de um trabalho com dispositivos móveis de tela moldável e flexível, no qual detalham especificações sobre como medir as capacidades de “forma” de um aparelho.

A equipe comandada pela cientista Anne Roudaut, que publicou o artigo, introduz o termo de “resolução de forma”, similar aos conceitos de resolução de tela e de toque utilizados para descrever a qualidade dos equipamentos.

Para chegar ao método de comparação e definir os termos de avaliação da resolução de forma, os pesquisadores utilizaram seis protótipos de aparelhos com materiais moldáveis. O acesso às tecnologias mais avançadas permitiu à equipe idealizar um modelo para fabricação.

Morphees, a geração de aparelhos moldáveis

O artigo define o nome de “Morphees” para a próxima geração de aparelhos móveis com a capacidade de modificar de forma e de se adaptar a diferentes funções. O “morphee” se transforma conforme a operação que for realizada, e os pesquisadores acreditam que apps podem ser desenvolvidos para fazer o aparelho se moldar conforme as especificações dadas.

Veja algumas possibilidades de uso dos “morphees” no vídeo produzido pela equipe de pesquisadores:

Dessa maneira, um aparelho “morphee” pode dobrar as extremidades e se transformar um joystick mais adequado ao formato das mãos, ou pode dobrar ao meio e proteger a exposição da tela quando um usuário for digitar uma senha no teclado.

A equipe detalha que o aparelho moldável precisa ser o mais fino e flexível possível, sem teclas ou componentes fixos que limitem a deformação do equipamento. Para tanto, ele precisa se estruturar em camadas flexíveis de circuitos computacionais, de tela e de sensor de toque, além da camada que permite a modificação de forma.

Medindo a resolução de forma

A partir desse modelo de aparelho moldável, os pesquisadores definiram dez características de análise e medição da capacidade de deformação de tela. Essa “resolução de forma”, termo cunhado no artigo, leva em conta aspectos dimensionais, de área, de tempo de execução e de limite de angulação do material.

As dez características de medição da “resolução de forma”. (Fonte da imagem: Reprodução/AnneRoudaut.fr)

A principal contribuição dos pesquisadores é oferecer o primeiro sistema de parâmetros para comparar os aparelhos flexíveis. No artigo publicado pela cientista Anne Roudaut, é possível encontrar as definições detalhadas sobre como cada aspecto é analisado.

No trabalho, a equipe determina dez características para medir a “resolução de forma”: área, granulação, porosidade, curvatura, amplitude, ondulação, dobramento, elasticidade, força e velocidade.

A equipe de pesquisadores acredita que a tecnologia com materiais flexíveis evoluiu bastante nos últimos anos e que o sistema de comparação sugerido no artigo poderá levar os fabricantes a chegar a um modelo “morphees” de alta resolução de forma.

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