(Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Ao apresentar o Tegra K1 ao mundo, a NVIDIA surpreendeu muitos ao mostrar que o novo chip possui um poder impressionante, que chega a rivalizar o de computadores com hardwares medianos. No entanto, ao menos uma pessoa não se deixou convencer pelo que foi apresentado pela empresa: John Carmack, conhecido pela série Doom e por suas contribuições à tecnologia Oculus Rift.

Em sua conta pessoal no Twitter, Carmack afirmou que é preciso interpretar as informações divulgadas pela companhia de maneira bastante cuidadosa. Ou seja, pode não ser exatamente verdade a alegação da NVIDIA de que a maioria dos títulos do Xbox 360 e do PlayStation 3 podem ser adaptados facilmente a aparelhos que possuem o novo chipset instalado.

Embora a fabricante tenha o costume de utilizar comparações pouco precisas durante a divulgação de seus produtos, o fato é que companhias como a Sony e a Qualcomm divulgaram recentemente hardwares que prometem realizar tarefas semelhantes. Isso leva a crer que as críticas de Carmack se relacionam mais aos números divulgados pela NVIDIA do que às possibilidades reais oferecidas pelo Tegra K1.

O Tegra K1 possui o mesmo desempenho que consoles?

Embora a contagem de FLOPs do novo chip seja muito mais alta do que a do Xbox 360 e o PlayStation 3, sua taxa de preenchimento de texturas e a banda disponível para a memória são significantemente menores. No entanto, a arquitetura do chip se mostra mais eficiente do que a dos antigos consoles, e o uso do DirectX 11 oferece diversas capacidades no campo da eficiência que o DirectX 9 (base para as velhas plataformas) simplesmente não possui.

(Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Também é preciso levar em conta as resoluções utilizadas em dispositivos portáteis, que sofrem bastante com restrições de banda. Uma maneira de igualar plataformas do tipo a consoles seria renderizar conteúdos a 720p e promover seu upscale para que eles rodem em resolução 1080p (ou superior). Além disso, também é possível usar tecnologias mais eficientes de compressão de texturas para reduzir a carga de dados enviados e aumentar a performance geral do hardware.

Contra a NVIDIA, há o fato de que a empresa até o momento não divulgou a velocidade de clock utilizada pelo Tegra K1, tampouco especificou se o desempenho prometido é possível em tablets, smartphones ou aparelhos mais específicos como o Shield. Também é preciso levar em consideração o fato de que a adaptação de títulos lançados para consoles para a arquitetura ARM não é exatamente fácil — isso sem contar com o fato de que muitos jogos precisariam rever totalmente seus sistemas de controle para se adaptar a telas sensíveis ao toque.

Tudo leva a crer que as declarações da companhia têm mais a ver com questões econômicas do que com o desempenho real do novo chip — que, se não deve oferecer exatamente a mesma experiência vista em consoles da sétima geração, ao menos provou que se aproxima muito deles. Assim, mesmo que o novo chipset não traga gráficos dignos do PS3 ou Xbox 360 a dispositivos portáteis, só o fato de já haver uma aproximação entre esses dois mundos é suficiente para a indústria como um todo ter motivos para se animar.

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