Quando pensamos em veículos autônomos, a primeira coisa que nos vem à cabeça são carros automáticos, daqueles que sempre mostramos aqui no TecMundo. Porém, isso ainda está longe de ser uma realidade, pelo menos para quem vive nas cidades.

E você sabe quem não se impressiona mais com esse tipo de coisa? Os agricultores. E você sabe por quê? Porque no campo as máquinas agrícolas já são autônomas há um bom tempo.

Na última semana nós fomos convidados pela John Deere, uma das maiores e mais tradicionais fabricantes de equipamentos agrícolas do mundo, para conhecer algumas de suas principais tecnologias de máquinas agrícolas — e a experiência surpreendeu.

Tecnologia de precisão para melhorar o trabalho

O trabalho no campo exige uma série de cuidados especiais que envolvem maximizar a produção e diminuir o custo do trabalho. Tudo isso sem diminuir a qualidade dos produtos. Para tentar ajudar a resolver parte dessa situação, a John Deere investe pesado em pesquisa e desenvolvimento.

E é daí que vem grande parte das novidades, como a agricultura de precisão, que busca trazer mais eficiência no campo, diminuindo as perdas através de um trabalho realizado de forma mais eficiente.

Para isso, existem várias iniciativas, como o controle das máquinas com a ajuda do GPS. Se em alguns casos isso apenas ajuda o operador a levar a máquina pelo caminho certo, em outros ele pode fazer o veículo a se mover completamente sozinho, inclusive executando manobras mais complicadas.

O operador liga o trator, define as diretrizes e assiste o trabalho sendo feito. De acordo com a empresa, nesse caso o operador passa a ter uma função muito mais de inteligência no processo. Em vez de apenas guiar a máquina, ele pode se preocupar em analisar as condições de produção e em otimizar o processo como um todo.

Aqui vale um lembrete importante: por medidas de segurança, o motor é desligado automaticamente assim que o operador deixa o banco do motorista.

Outra ferramenta que ajuda muito na hora do plantio é o sistema avançado de mapeamento da colheita. Através de um conjunto de sensores e satélites, as máquinas geram um mapa avançado do terreno, permitindo que o operador possa selecionar de forma mais eficiente as zonas de produção com base em informações históricas.

Imagine que uma parte do terreno tem, historicamente, uma produção menor que as outras. Nesse caso, a máquina ajusta automaticamente a quantidade de fertilizante e de sementes para tornar esse pedaço tão funcional quanto os outros. E tudo isso de forma autônoma, sem precisar necessariamente de um input manual.

Os mapas também ajudam o produtor a fazer uma gestão mais inteligente da água nas plantações. Com uma análise mais rica do terreno, é possível dividir melhor a irrigação, espalhando o líquido mais eficientemente e, consequentemente, não desperdiçando recursos.

Controlando o uso de defensivos agrícolas

O uso de defensivos agrícolas de maneira mais eficiente também é levado em consideração pela empresa. Tanto para manter o custo de produção mais baixo quanto para não prejudicar tanto o meio ambiente.

As novas máquinas trabalham com o desligamento automático de seções, ou seja, o defensivo não é aplicado mais de uma vez no mesmo lugar. Além disso, a utilização de mapas de prescrição permite que áreas não cultivadas não sejam contaminadas com defensivos. Essas atividades também são realizadas de forma completamente automatizada.

Preparando o futuro para mais inovação

Assim como as pessoas da cidade, os agricultores também querem mais conveniência, e é aí que entra um dos projetos da John Deere que é o FarmSight, um pacote de serviços que a empresa oferece aos clientes com o objetivo de aumentar o valor agregado dos produtos. O vídeo abaixo mostra bem essa iniciativa e como a empresa pretende automatizar o trabalho no campo.

No futuro, existe a intenção de dar suporte a decisão agronômica, ou seja, a John Deere será um facilitador da agricultura. As máquinas estarão todas conectadas a uma central, gerando informações que serão empacotadas e disponibilizadas aos clientes. Essa inteligência poderá ser compartilhada com os agrônomos, assessores, vendedores e demais envolvidos com a produção.

O mapa de colheita em tempo real para todos ou para quem o agricultor quiser passar essas informações. Hoje é preciso levantar todos esses dados independentemente. Com o sistema completamente inteligente e automatizado, o processo de plantio poderá ser otimizado ao máximo.

Qual produto deve ser plantado para se ter mais rendimento nesse momento específico? O sistema automatizado terá acesso à essas informações e poderá permitir ao agricultor definir qual será o processo mais eficiente naquele momento.

O TecMundo viajou a Uberlândia a convite da John Deere.

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