Cientistas desenvolvem novo método de camuflagem inspirado em polvos

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Fonte: Qualitas Blog
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Talvez muitos não saibam, mas os polvos possuem a capacidade de se camuflar e misturar suas cores com as do ambiente (basta reparar na foto que abre essa notícia). Pensando nisso, cientistas americanos anunciaram o desenvolvimento de um novo tipo de tecido fino e flexível que também é capaz de se misturar automaticamente com desenhos.

O projeto, que foi financiado pela Marinha americana, teve a participação de engenheiros e biólogos. Os pesquisadores se uniram por quase três anos parar criar o projeto de colaboração científica, que ainda está longe de ter um uso comercial. Porém, arquitetos, designers de interiores e as próprias Forças Armadas estão de olho na possibilidade de usar essa pesquisa para produzir o primeiro material de camuflagem autônoma desenvolvido pelo homem.

Como funciona?

De acordo com as informações divulgadas pelos pesquisadores, as camadas do material possuem dispositivos sensíveis à temperatura, além de fotossensores que respondem entre um e dois segundos a padrões mutáveis. Com isso, o material fica preto quando em contato com temperaturas baixas e claro em ambientes mais quentes.

“Se você iluminá-lo com luz branca e diferentes desenhos, ele automaticamente responderá a isso e produzirá um padrão que se confundirá com eles. Dito isso, estamos muito longe de um papel de parede capaz de mudar de cor, mas é um passo que poderia levar a esta direção com o tempo”, explicou John Rogers, principal autor do estudo e professor do departamento de ciências de materiais e engenharia da Universidade de Illinois.

O professor também explicou que, no momento, o material pode ser visto mais como uma prova de estudo do que como um dispositivo propriamente dito. Para incrementar a ideia básica, seria necessário trocar os componentes por algo que recorra a campos elétricos em vez de calor para mudar a cor.

Em todo caso, já é possível vislumbrar algumas utilidades para o projeto. A Marinha, por exemplo, poderia fazer com que seus submarinos fossem capazes de se fundir com o ambiente para escapar de inimigos ou alterar as propriedades do veículo para se tornarem facilmente visíveis por aliados.

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