(Fonte da imagem: Divulgação/AllSeen Alliance)

Há pouco mais de um ano, o vice-presidente sênior da Qualcomm, Rob Chandhok, veio a público para explicar o motivo pelo qual as iniciativas de construir ambientes inteligentes não estavam dando certo. Na época, ele explicou que o fato de cada companhia preferir investir em padrões próprios resultava em um ecossistema de produtos diferentes incapazes de conversar entre si.

Depois de um período sem falar muito sobre o assunto, a empresa anunciou nesta terça-feira (10) a criação da AllSeen Alliance, grupo gerenciado pela Linux Foundation destinado a criar um sistema opensource que permite a comunicação entre gadgets com os mais variados formatos, tamanhos e objetivos. Além da companhia, participam do consórcio a LG, Panasonic, Haier, Silicon Image, TP-LINK e nomes como Cisco, Sears e Wilocity.

A peça-chave que permite essa união é a tecnologia AllJoyn, da própria Qualcomm, cujo código agora passa a poder ser usado livremente pelos membros do grupo. O que chama a atenção na solução é o fato de ela decidir por conta própria a melhor maneira de conectar dois dispositivos, seja através de redes WiFi, sinais Bluetooth ou outros tipos de métodos que estejam à disposição.

Tanto Chandhok quanto a Linux Foundation esperam que o AllJoyn se torne um padrão da indústria, assim como o Linux se tornou a base para o desenvolvimento de diversas plataformas e soluções. A esperança é que o trabalho feito pelas companhias que fazem parte do grupo se reflita em uma maior facilidade para os outros membros da aliança.

Benefícios imediatos ao mercado

“Estamos nessa situação na qual as pessoas estão tentando fazer tudo verticalmente porque elas não veem outra solução, e a Aliança está dizendo ‘aqui está uma grande peça de funcionalidade que a Qualcomm está disposta a ceder’”, explicou Chandhok ao The Verge. “Esse é um grande problema que precisa ser solucionado... simplesmente não faz sentido que todos fiquem se reinventando constantemente”, adiciona.

O vice-presidente sênior da empresa acredita que o número de companhias pertencentes ao grupo vai aumentar consideravelmente conforme o mercado recebe produtos integrados à tecnologia. “Quando as pessoas verem o que está por aí, como isso pode beneficiar imediatamente os produtos que temos hoje, você vai ver muito mais organizações se unindo a nós”, garante Chandhok.

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