Um projeto bastante ousado realmente pode se tornar verdade depois de ter sido apresentado há alguns anos, finalmente tirando do papel a utópica cidade flutuante. O projeto é encabeçado pelo Instituto Seasteading e tem previsão de ser concretizado até 2020, batizado de Floating City. O objetivo de tal concepção é criar um tipo de cidade próxima da costa de algum país de clima quente (apesar de possuir total independência política), funcionando como comunidade autossuficiente.

Essa cidade foi projetada por diferentes arquitetos, que apresentaram mudanças significativas para deixá-la mais barata (na medida do possível) e viável. A comunidade da cidade flutuante poderá abrigar milhares de pessoas e terá residências, fábricas, parques, centros empresarias, institutos de pesquisas, áreas de aquicultura e uma usina de energia para comercializar a própria energia produzida ali com o país que ceder o litoral.  

Um dos conceitos mais comuns é o chamado Lilypad (ou vitória-régia em português), projetado pelo arquiteto Vincent Callebaut. Nele, toda a estrutura é composta por paredes e telhados feitos de titânio, cobertos de verde, também utilizando diversos tipos de tecnologias sustentáveis, como aproveitamento de energia solar, de energia eólica e da força das marés. 

Um relatório de viabilidade foi feito com um levantamento de US$ 27 mil adquirido no site IndieGoGo para identificar potenciais clientes, estudar modelos variados de construção em alto mar e outros planejamentos. A empresa holandesa DeltaSync também apresentou um design aquático que potencialmente pode ser utilizado, selecionado como opção mais viável até o momento.

Nessa visão, plataformas modulares grandes com formas de quadrado e de pentágono são ligadas, podendo expandir ou diminuir o tamanho da cidade a qualquer momento ao mudar de configuração. As construções são realizadas sobre essas plataformas, sejam prédios, parques ou residências. Contudo, até o momento não foi relevado em que lugar a cidade flutuante será construída – apesar de um grupo de arquitetos e engenheiros afirmar que já possui um local para instalação. Veja imagens do projeto logo abaixo:

Um dos pontos interessantes do projeto é que ele não pretende beneficiar exclusivamente um grupo de pessoas ou de determinado país. O Instituto Seasteading fez pesquisas extensas para incluir residentes de até 67 países diferentes, que possivelmente topariam se aventurar no projeto – pessoas que possuem níveis de renda e culturas de diferentes. Mas como aconteceria a seleção de candidatos? Por enquanto, o primeiro passo é construir a cidade de fato.