(Fonte da imagem: Kottke.org)

A bioartista Jae Rhim Lee desenvolveu uma forma diferente de ritual funerário. Ela criou uma espécie de cogumelo que fará a decomposição do seu corpo uma vez que ela morrer. Além disso, ela também desenvolveu uma roupa especial que servirá como o “abrigo” deles enquanto estiverem executando o seu fatídico trabalho.

Enquanto algumas pessoas estão indecisas entre um ritual funerário que envolva enterro ou cremação, Jae Rhim Lee busca soluções ambientais. Segundo ela, o fato de as pessoas entrarem em estado de negação após a morte de um ente querido as leva a optar por práticas nocivas ao ambiente.

Ainda de acordo com Jae Rhim Lee, algumas das substâncias utilizadas para tentar preservar os entes falecidos são tóxicas ao ambiente. Com isso, ao tentar conservar os corpos, estamos prejudicando os vivos. Por isso, ela tentou pensar em uma maneira diferente de encarar a morte criando o que chama de “The Infinity Mushroom” (Cogumelos Infinitos em uma tradução livre).

Em vez de utilizar formaldeído carcinogênico para ter o seu corpo preservado, ela prefere que não haja a negação de seu estado de passagem, contribuindo, assim, para a conservação do ambiente. Os cogumelos utilizados não são diferentes ou geneticamente modificados. A única diferença é que estão em “treinamento” para a decomposição do corpo, inclusive com tarefas como quebrar unhas e decompor cabelos.

O objetivo é que os corpos permaneçam dentro do traje até que os cogumelos tenham completado o seu trabalho. A criadora da roupa não deu uma declaração explicando quanto tempo seria necessário para que eles concluíssem a tarefa.