Anualmente, centenas de milhões de dólares são investidos em tecnologias bélicas. Desta vez, a DARPA (agência de pesquisa do Departamento de Defesa dos Estados Unidos) está utilizando uma verba de US$ 8 milhões (R$ 32 milhões) para desenvolver um sistema capaz de autodestruir os equipamentos militares.

Você pode se perguntar: para que serve isso? Dispositivos utilizados pelo exército dispõem de tecnologia de ponta e, muitas vezes, proprietária do país em questão. Em outras palavras, são coisas ultrassecretas que, se acabarem na mão dos inimigos, podem causar um impacto significativo em uma guerra.

Por esse motivo, a divisão de pesquisas já está testando alguns materiais e processos capazes de fazer os equipamentos “desaparecerem” após a utilização. A ideia é implementar esse sistema em veículos leves e não motorizados para entregar suprimentos e medicamentos. O novo projeto, chamado de ICARUS, é baseado no antigo “Vanishing Programmable Resources”.

Desaparecendo em pleno ar

Uma das possíveis soluções estudadas pela DARPA é utilizar pequenos painéis de polímeros na composição destes veículos, que são capazes de alterar o estado sólido para gasoso. Além disso, o equipamento teria componentes eletrônicos embutidos em pedaços de vidro sob grande pressão, que podem ser estilhaçados em milhares de pedaços depois de ser utilizado. Em outras palavras, os objetos "desapareceriam" em pleno ar, sem deixar resquícios.

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De acordo com Troy Olsson, o diretor do projeto, os primeiros testes estão com resultados acima do esperado. Olsson também comentou que, caso o equipamento seja um sucesso, as propriedades autodestrutivas podem ser replicadas em outras áreas.

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