Dois soldados enfurnados em uma sala empunham cada qual um joystick e olham atentamente para um conjunto de monitores. O que poderia ser não mais que uma disputa amigável de CS é, na realidade, um “jogo de tiro da vida real”.

É que o Exército dos EUA trabalha na criação de torres equipadas com armas operadas por controle remoto com o objetivo de reduzir a quantidade de soldados responsáveis pela segurança das fronteiras.

Os testes fazem parte do cronograma do Network Integration Evaluation (NIE) 16.1, um programa que, entre os dias 25 de setembro e 8 de outubro deste ano, avalia tecnologias dedicadas a situações emergenciais enfrentadas pelos soldados estadunidenses.

Conforme explica Raphael Heflin, comandante do 142º Combat Service Support Battallion (CSSB), de 4 a 6 soldados intercalados em turnos de mais de 12 horas são escalados para que os perímetros sejam monitorados. As novas unidades de vigilância, que têm, cada uma, o tamanho de um container, “podem ser montadas em menos de uma hora por até 6 homens pouco treinados”, como esclarece Robert Scott, oficial-comandante do CSSB.

Poder de fogo

O sistema de monitoramento remoto tem sido chamado de “sistemas de arma em container”. Segundo o próprio Exército norte-americano, praticamente qualquer tipo de arma pode ser anexado às torres – atualmente elas estão sendo testadas com uma metralhadora Browning M-2 de calibre 50 e um rifle 338 Lapua.

Ambos os equipamentos podem ser recarregados e operados remotamente a partir do sistema apelidado de “Tower Hawk System”. As telas exibem imagens normais e mostram também leituras térmicas feitas sobre o perímetro. “Podemos ver qualquer coisa se mexendo à noite antes mesmo que [a coisa] nos veja”, comenta Scott.

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