As chamadas wingsuits são aquelas roupas especiais com superfícies que permitem que as pessoas planem por longas distâncias ao saltar de algum ponto alto, como uma plataforma no topo de uma montanha ou uma aeronave. A existência desse tipo de equipamento certamente não é nenhuma novidade e já deu origem a uma série de vídeos bastante radicais – como o que você pode ver mais abaixo.

No entanto, esse tipo de aparato possui utilidades muito mais sérias do que servir como uma forma cara e radical dos amantes da adrenalina se divertirem, especialmente se considerarmos versões evoluída, como as "jetsuits". Atualmente, as wingsuits conseguem nos fazer planar por uma proporção média de cerca de 1,5 metro de distância para cada 60 cm perdidos de altura, o que pode ser usado para que soldados saltem de aviões em altitude elevada próximos a áreas inimigas e pousem no alvo sem que o veículo vire um alvo.

Caso um desses militares realizasse um salto de 20 mil pés com um perfil de Elevada Altitude e Baixa Abertura (HALO, na sigla em inglês), isso permitiria que ele planasse por um máximo de 15,3 km – número que pode diminuir de acordo com a pressão atmosférica, peso, clima e erros humanos. Nas últimas décadas, novos modelos com asas rígidas e semirrígidas vêm surgindo para ampliar a autonomia de voo, permitindo missões com menos riscos.

Como se esses aparatos alados já não parecessem algo saído diretamente das histórias do Batman, cientistas buscam aumentar ainda mais sua a eficiência ao projetá-los com materiais compostos invisíveis para radares e com tintas que absorvem os sinais dos detectores. Para orientar os pilotos, o capacete modular usado por eles contaria com um visor que guiaria os soldados para seu ponto de aterrissagem e aumentaria a autonomia do voo.

Silêncio criativo

Uma das iniciativas de desenvolvimento dessas wingsuits rígidas de maior destaque é o Gryphon Next Generation Parachute System, idealizado pela ESG/Speclo, mas pouco se falou sobre a ideia. Em 2008, Yves “Jetman” Rossi demonstrou um novo conceito para soldados voadores com a sua “jetsuit”, que poderia permitir voos de mais de 100 km e inspirou designs que, com alguns avanços tecnológicos, poderiam permitir até decolagem sem aviões e pouso sem paraquedas.

O surgimento dessas tecnologias impressionantes, assim como suas gritantes aplicações táticas, certamente teria tudo para animar os grupos militares de países mais ricos, como os EUA, a desenvolver a ideia – ainda mais se considerarmos seu preço relativamente baixo. No entanto, pouco se falou desses equipamentos ao longo da última década.

Esse silêncio por parte dos militares pode significar que as forças militares acharam que tais projetos trariam poucos benefícios com relação aos gastos envolvidos e que, portanto, não valeria a pena continuar trabalhando neles. Outra hipótese, no entanto, seria a de que eles consideraram que esse tipo de tecnologia seria ainda mais útil se poucos soubessem que ela existe de fato.

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