Controlar a condição climática parece algo exclusivo do cinema, um roteiro de ficção científica. Mas a verdade é que a manipulação das nuvens tem uma história surpreendente no mundo real. Trata-se de um projeto militar ultrassecreto norte-americano (e pouco lembrado) que ocorreu durante a Guerra do Vietnã.

De março de 1967 até julho de 1972, o panteão militar dos EUA gastou mais de US$ 3 milhões por ano conduzindo uma operação secreta no sudeste da Ásia. O objetivo era estender as nuvens de monção para atrapalhar o sistema de rotas de suprimento utilizado por inimigos no Vietnã.  Os americanos alimentaram a esperança de provocar deslizes e, com isso, retardar a rota da tropas vietnamitas. Até hoje não está claro se o método funcionou ou não.

O programa teve diversos nomes: "Operação Popeye", "Operação Motorpool" e outros. Independentemente disso, os objetivos eram ambiciosos. “Faça lama, não guerra”, teria sido o lema de alguns norte-americanos para a guerra.

E como controlar as nuvens?

O projeto funcionou ao “plantarem” nuvens em países como Laos e Vietnã através de iodeto de prata. Cerca de 2.000 aplicações foram conduzidas ao longo dos cinco anos do programa.

Experimentos assim foram comuns após o fim da Segunda Guerra Mundial. A ARPA trabalhou com computadores avançados na década de 1960 para ver como a climatização poderia ser utilizada em combate. A Operação Popeye foi a primeira a ser bem-sucedida no uso da tecnologia de controle de clima.

No entanto, após o período da Guerra Fria (década de 1990), o mundo havia concordado que controlar o clima poderia ser uma arma perigosa para a guerra. O assunto permanece em debate em agências de inteligência norte-americanas.

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