(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Um engenheiro acústico da universidade britânica de Southampton ficou intrigado ao saber que golfinhos estouram bolhas de água que encontram pelo caminho enquanto caçam. Ele deduziu que essas bolhas refletem os sonares enviados por eles e, por isso, podem confundi-los nos momentos em que estão procurando cardumes de peixes — que também refletem o sinal sonoro.

Timothy Leighton disse ao New Scientist: “Nem mesmo o melhor sistema humano de sonares é capaz de distinguir entre peixes e bolhas. É preciso que algo mais esteja acontecendo”. Foi assim que ele descobriu algo inédito e desenvolveu um sistema capaz de realizar a distinção: grandes pulsos seguidos por pulsos menores podem refletir ondas de som de uma maneira que a distinção se torna simples — Leighton diz que não pode afirmar se os golfinhos fazem isso.

Aplicando a técnica dos golfinhos à detecção de bombas

Essa mesma técnica (de emissão de pulsos em diferentes escalas) pode ser aplicada em frequências de rádio. Por isso, Leighton desenvolveu um protótipo com esse modelo de rastreamento de sinais, chegando à conclusão de que é possível diferenciar uma grande quantidade de materiais de acordo com o reflexo deles.

O radar tem apenas 2 cm e custa cerca de 2 euros para ser produzido. Ele é capaz de reconhecer bombas escondidas em diversos locais, graças à detecção de fios de metal e semicondutores. O site New Scientist afirma também que esse tipo de material pode ajudar na busca por smartphones para localizar pessoas soterradas, por exemplo.

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