A briga entre radares e aviões espiões já é bem antiga. Desde o começo, pesquisas são feitas para aperfeiçoar os dispositivos de detecção e também aqueles que visam burlar o sistema de identificação das aeronaves.

Em posse de um aparelho de alta tecnologia, atualmente os aviões espiões são capazes de confundir os radares, e os dispositivos de detecção não conseguem verificar que há um sinal enganando seus sensores. Por isso, os resultados obtidos pelo grupo de pesquisa da Universidade de Rochester podem ser de grande interesse para o setor militar de todos os países.

(Fonte da imagem: Malik et al./APL)

Trata-se do radar quântico. A principal diferença do novo dispositivo para aqueles utilizados atualmente é que ele consegue identificar quando há algum aparelho tentando bloquear o seu sinal e utiliza isso a seu favor.

O aparelho utiliza a lógica de que, quando um bloqueador é utilizado para confundir o radar, há uma mudança na polaridade dos fótons de sinal a nível quântico. Dessa forma, é possível distinguir os fótons reais e que possuem as informações a respeito do objeto de interesse daqueles que são fruto dos dispositivos de camuflagem.

(Fonte da imagem: Malik et al./APL)

O processo já foi testado pelo grupo de pesquisas liderado por Mehul Malik. A equipe disparou um sinal de bloqueio contra um radar quântico e fez a medição da quantidade de fótons que teve a sua polaridade invertida.

Surpreendentemente, a taxa de erro foi de 50% quando o sinal de camuflagem era disparado, um valor extremamente alto se comparado com os 0,84% de erro quando não há nenhum sistema de bloqueio sendo utilizado.

Ainda há muito para ser estudado na área e o radar quântico pode ser melhorado em muitos aspectos. Porém, a equipe de pesquisa de Malik está bem entusiasmada com os resultados. Quando será que começarão a surgir os primeiros dispositivos de camuflagem quânticos?

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