(Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock)

Uma dupla de pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, desenvolveu uma tecnologia que já estamos acostumados a ver em produções cinematográficas. Alessandro Oltramari e Christian Lebiere construíram um sistema que possibilita que câmeras de segurança “prevejam” aquilo que as pessoas irão fazer em seguida.

A tecnologia consiste no monitoramento das imagens captadas pelas câmeras de vigilância em busca de atividades suspeitas, como uma pessoa abandonando uma mala por muito tempo em um aeroporto ou terminal de ônibus.

Esse seria o objetivo principal do projeto, que também foi financiado pelo exército norte-americano. Contudo, os responsáveis pelo sistema disseram em entrevista ao site CNET que ele pode ir além de reconhecer atividades ilícitas. O software seria capaz de “eventualmente prever” o que aconteceria depois.

(Fonte da imagem: Reprodução/Using Ontologies in a Cognitive-Grounded System: Automatic Action Recognition in Video Surveillance)

Utilizando algoritmos extremamente complexos, o sistema faria uso dos notáveis progressos no reconhecimento de objetos móveis e fixos da computação nas últimas décadas para cruzar informações por meio do que eles chamam de “motor cognitivo” (mais um conjunto de cálculos infindáveis que tentam “entender” o comportamento humano) e traçar as ações mais prováveis subsequentes à imagem em análise.

Oltramari comentou que o sistema poderia ser usado tanto no âmbito militar como civil. Segundo ele, as principais vantagens na adoção das câmeras de vigilância inteligentes seriam a menor probabilidade de falhas de monitoramento, já que humanos podem ter a sua atenção facilmente desviada, e a amenização das discussões sobre invasão de privacidade — já que nenhuma pessoa estaria observando os monitores. Nada foi comentado sobre o início da comercialização do produto ou de missões militares com o sistema.

Fontes: CNET, Artigo publicado (PDF)

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