(Fonte da imagem: Reprodução/DARPA)

A DARPA é uma agência do departamento de defesa dos Estados Unidos, cuja sigla significa “Defense Advanced Research Projects Agency” (Agência de Pesquisa Avançada de Projetos de Defesa). O que a divisão faz é desenvolver projetos de alta tecnologia que podem (ou não) serem empregados militarmente.

Um dos maiores desafios para os militares são os sistemas de vigilância, principalmente em fronteiras ou em terreno de batalha. Existem grandes áreas que precisam ser examinadas detalhadamente em busca de perigos, mas nem sempre os sistemas automatizados conseguem dar conta do recado.

Atualmente, existem avançados mecanismos de monitoramento que filmam tudo. Essa informação é enviada para computadores que analisam as imagens e, quando alguma coisa é detectada, o sistema dispara um alarme. O problema desse modelo é que os computadores dão muitos falsos positivos, principalmente porque eles não são muito bons em diferenciar uma ameaça real de um coelho correndo, por exemplo.

(Fonte da imagem: Reprodução/DARPA)

Outra saída é colocar humanos examinando o lugar e de olho nas câmeras de vigilância. Com isso, a quantidade de falsos positivos diminui consideravelmente, no entanto, existe o fator humano, ou seja, o vigilante pode se distrair e deixar passar algum invasor despercebido. Outro agravante é o cansaço: passar várias horas de olhos grudados nas telas de vigilância pode ser um problema.

O melhor dos dois mundos

A DARPA decidiu juntar o melhor dos dois mundos e criou uma espécie de capacete com sensores que mede a atividade das ondas P-300 no cérebro. O sistema consiste em uma câmera de 120 megapixels e uma tela que mostra 10 imagens por segundo para o vigilante.

Mesmo que ele não perceba alguma ameaça de imediato, o cérebro aumenta a intensidade das ondas P-300 assim que algo surge nas imagens. O sistema detecta o aumento dessas ondas e envia um aviso ao soldado, que imediatamente passa a prestar mais atenção na imagem que disparou o alerta.

Com esse sistema, a DARPA garante que reduziu o número de falsos positivos em uma hora de 810 para apenas 5, o que demonstra a grande eficiência do “sentido-aranha” mecânico.

(Fonte da imagem: Reprodução/DARPA)

Com o sucesso dos testes, o exército americano já está transferindo o sistema para o Laboratório de Pesquisas de Visão Noturna do Exército Americano, onde mais testes serão executados antes que o projeto entre em uso no mundo real.

Fonte: DARPA

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