Calma, ainda não estamos falando de visão de raios-X. O MIT (Massachusetts Institute of Technology) está desenvolvendo métodos de identificar seres vivos por trás de muros de concreto, mas isso não é igual ao que fazia o Super-Homem nos quadrinhos. O projeto envolve radares que identificam espectros de calor, ultrapassando barreiras que anteriormente eram intransponíveis.

O sistema de radar utiliza nada menos do que 44 antenas enviando microondas (em frequência de 2,4 GHz). Atuando sobre muros de até 8 polegadas, cerca de 99,4% do sinal emitido é perdido. Do 0,6% que consegue ultrapassar a barreira e identificar os corpos, novamente é perdido 99,4% do sinal no retorno. Isso significa que o radar recebe apenas 0,0025% da intensidade do sinal original.

Isso seria pouco, se os pesquisadores do MIT não tivessem preparado receptores com filtros de cristal analógico. Com isso, todas as ondas que foram refletidas pelo muro são deixadas de lado na análise, fazendo com que apenas o sinal que conseguiu ultrapassar as barreiras seja mostrado nas telas de controle do radar.

Os principais objetivos do projeto são relacionados às aplicações militares. Em guerras, por exemplo, radares adaptados em veículos de combate poderiam ser utilizados para identificar possíveis bunkers subterrâneos ou arsenais escondidos por trás de grandes muros de concreto. Se quiser ler o artigo completo preparado pelo MIT, em inglês, clique aqui.

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